<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305</id><updated>2011-12-20T21:16:21.470-02:00</updated><title type='text'>Momento Crítico!</title><subtitle type='html'>Este blog foi criado como um espaço de reflexão sobre o fazer teatral. Para pensar sobre os espetáculos de artes cênicas vistos por esta que vos escreve, sem nenhuma metodologia de escolha ou análise... por sorte ou azar. Contém a descrição de minhas sensações em relação ao que tive acesso. São pequenas resenhas, que contém opiniões pessoais!!!!! Sem impor verdades! 

Está aberto à questionamentos e críticas.

Será um prazer dividí-lo com vocês.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>46</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-6677800333009192885</id><published>2008-10-20T10:09:00.002-02:00</published><updated>2008-10-20T10:14:38.794-02:00</updated><title type='text'>Crônica publicada no DC (15/10/08)</title><content type='html'>O papel da crítica&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Em fevereiro de 1980 foi publicado por aqui o artigo O crítico papel da crítica. As epígrafes saíram do então Novo Dicionário Aurélio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Crítico. Adj. Grave, perigoso. Embaraçoso, difícil, perigoso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Crítica. S.f. Arte ou faculdade de julgar produções de caráter literário, artístico ou científico, ou outras manifestações dessa natureza. Juízo crítico; discernimento, critério."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prosseguia o texto, após citar um duelo a floretes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Trocando em miúdos: a função da crítica é julgar produções de caráter literário com discernimento, critério. O objeto da crítica é pura e tão-somente a obra; o criticado é o livro, e não o autor. Daí porque não faz sentido alguém se julgar pessoalmente (ou até moralmente) ofendido por um juízo não muito favorável a um trabalho seu - são contingências inerentes a quem se expõe publicamente ao editar alguma obra. E se a crítica adversa e justa não sair em letra de forma, sairá ao menos oralmente, de boca em boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se à crítica falecerem seus atributos indispensáveis de discernimento e critério, sosseguem, pois não terá havido crítica, apenas um amontoado de mesquinharias - ou de aplausos ocos e risíveis, conforme o caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que os escritores costumam detestar opiniões desfavoráveis a seus livros, contos, poemas ou crônicas, enquanto os críticos temem comprar a inimizade dos autores se forem muito sinceros no que têm a dizer. E chega-se assim à situação atual em Santa Catarina, com pouquíssimos críticos militantes a transmitirem a imagem de uma invejável uniformidade na produção literária que se faz no estado. Não há referências marcantes, tudo o que se publica apresenta diversos pontos positivos dignos de nota - e nunca se ressaltam eventuais e inevitáveis traições às nobres e boas intenções do autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica, parece-nos, só pode ser útil no momento em que analisar uma obra, qualquer obra, de uma forma global, com seus prós e contras. Ademais, seria no mínimo excesso de pretensão do crítico imaginar que sua apreciação será definitiva, condenando ou glorificando inapelavelmente obra e autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que parece necessário observar é o papel fundamental da crítica para o bom desenvolvimento de uma literatura. Ideal seria se houvesse mais críticos a analisar a quantidade do que se produz em SC, inclusive até com opiniões divergentes sobre determinada obra."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mudou em 28 anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Amilcar Neves, escritor)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-6677800333009192885?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/6677800333009192885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=6677800333009192885&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/6677800333009192885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/6677800333009192885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2008/10/crnica-publicada-no-dc-151008.html' title='Crônica publicada no DC (15/10/08)'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-6060793863473943992</id><published>2008-10-14T11:06:00.007-03:00</published><updated>2008-10-20T14:44:13.983-02:00</updated><title type='text'>Se é samba que eles querem....</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_1ee2qVtWzxY/Rp8HrffrKiI/AAAAAAAAATk/qb8mWzp460w/s400/cabelos+no+ar+espantada+mulher.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_1ee2qVtWzxY/Rp8HrffrKiI/AAAAAAAAATk/qb8mWzp460w/s400/cabelos+no+ar+espantada+mulher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a avalanche inicial de "revolta e desespero" a partir dos escritos de Aline Valim, eis que o cenário teatral da Ilha de Santa Catarina retorna a seu estado natural. Ou seja, nada ou muito pouco acontecendo. Algumas conversas rolaram que puderam servir para animar algumas pessoas a ocupar os espaços vagos existentes no nosso cenário teatral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias andei trocando comentários com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Stephan Baumgärtel&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, falei por msn (microfone) com o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Daniel Ludwich&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (agora já tenho uma pessoa que pode afirmar que eu não sou o &lt;em&gt;Marco Vasques&lt;/em&gt;), li os textos publicados no novo blog da &lt;a href="http://www.dossievalim.blogspot.com/"&gt;Aline&lt;/a&gt; e recebi por e-mail um texto crítico assinado por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Daniel Olivetto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para o espetáculo "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Contra Regra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" do grupo Cirquinho do Revirado, de Criciúma, SC criado para uma disciplina na UDESC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei bastante intrigada com o texto escrito pelo Daniel (como ele foi tornado público pelo Reveraldo, vou disponibilizá-lo abaixo para aqueles que não o leram) e me perguntei: É este tipo de análise que eles esperam que se faça do teatro de Santa Catarina? Uma análise crítica inócua que mais parece um texto criado para ser colocado na home-page do grupo. &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;(Não estou discutindo aqui o espetáculo e prometo fazer um texto com comentários sobre o mesmo após assistí-lo novamente!)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O texto escrito por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Daniel Olivetto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (valente defensor de Jeferson e Marisa no episódio "Aline") não aponta um único aspecto negativo da obra do grupo de Criciúma. Não há nenhum senão a ser levantado no mesmo? O espetáculo é perfeito? Duvido que os próprios atores e o diretor d"O Contra Regra" não tenham várias observações sobre o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu vi o espetáculo duas vezes durante a programação do FITA e mesmo que possamos ter visões muito contrárias sobre um trabalho havemos de convir que o texto escrito por Daniel não condiz com a realidade. Desculpem a ironia, mas talvez um pouco de anonimato para o autor esquecer que estava escrevendo sobre um grupo de amigos faria bem ao seu juízo crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como já disse Barbara Heliodora em uma entrevista de 2003: "Se uma pessoa faz uma coisa que está toda errada e você, para ser bonzinho, diz que é ótimo, ela vai piorar cada vez mais. O ideal seria se todos tivessem um amigo que dissesse: "Isso está um horror, não está pronto, está uma porcaria." Há muita auto-indulgência. É preciso que se diga a verdade, mas a minha verdade não é de papa. Há vários críticos, cada um tem a sua opinião."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* segue abaixo o texto do Daniel Olivetto, como prometido:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O(S) CONTRA-GREGA(S)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Crítica sobre o espetáculo “O Contra-regra” do Cirquinho do Revirado [Criciúma – SC]&lt;br /&gt;Por Daniel Oliveira da Silva [Daniel Olivetto]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho da disciplina de Crítica Teatral I, ministrada pelo Prof: Stephan Baumgäertel, no Curso de Licenciatura em Artes Cênicas do Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graduandos em Artes Cênicas pelo CEART – UDESC. Atores e diretores da Companhia Experimentus (Itajaí – SC).&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do teatro é repleta de luz e de sombra. Há aqueles que estão no foco, no centro da cena - os atores - em geral os sujeitos mais admirados talvez por desenvolverem um ofício dito virtuoso e cheio de mistérios. Depois temos o diretor e o autor, objeto de admiração de muitos, criadores que ocupam outro tipo de foco, mesmo que não expostos à luz dos refletores. Depois temos cenógrafos, figurinistas, técnicos, em geral pouco conhecidos, ainda que saibamos o nome de pelos menos alguns. Mas, alguém se recorda do nome de algum contra-regra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente circense e seus bastidores é o espaço de “O Contra-regra”, montagem do Cirquinho do Revirado, de Criciúma, apresentada no Teatro Municipal de Itajaí há duas semanas, espetáculo que traz à cena uma bem humorada discussão sobre estas hierarquias nos focos teatrais, sobre os que ocupam um lugar sob os refletores a aqueles que mal lembramos existir. No circo, nossos olhares estão sempre sobre o mágico, a bailarina, o equilibrista, os palhaços, e tantas outras atrações. Mal sabemos que logo ali, atrás da lona, num espaço caótico e cheio de objetos, roupas, adereços, há um personagem central para um bom espetáculo: um contra-regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na montagem do Cirquinho do Revirado, grupo que há cerca de dez anos vem se dedicando a distintas formas de trabalho com bonecos e com as linguagens circenses, o ator Reveraldo Joaquim atua por meio de um boneco preso ao seu corpo, compondo o personagem título da obra. As pernas e braços do ator servem de membros ao boneco, enquanto o tronco e a cabeça do boneco são independentes, formando uma figura que praticamente funde ator e boneco: espuma, látex, tinta, mecanismos fundidos a um organismo vivo. Assim, nosso contra-regra é um grande e magrelo ator-boneco, de trejeitos cômicos, por vezes perversos, e até misteriosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A platéia está posicionada do outro lado da lona e nosso espetáculo conta a história de uma noite do contra-regra – se é que há a busca por uma história. Atrás cortina que divide picadeiro e bastidores vemos o contra-regra em meio aos seus “a fazeres”, enquanto se projetam na lona ao fundo da cena, sombras dos números que a platéia do circo assiste. Há, portanto, uma inversão de foco proposta pelo do espetáculo: assistimos ao outro lado da exibição de uma noite circense em seu tempo real acompanhando os bastidores e o agitado trabalho de nosso personagem central. Ele passa roupa, puxa corda, limpa chão, entrega os adereços dos números aos personagens, prepara a cartola do mágico, amarra sapatilha da bailarina, encoraja o anão a entrar em cena, vende pipoca, e ainda é a atração de um número de salto mortal ao fim da peça. Em meio a tudo isto ainda arruma tempo para cuidar de sua comparsa, um boneca por ele manipulada... cuidados que lhe preenchem estes poucos tempos que sobram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado de cá, acompanhamos os números que o circo exibe do lado lá, não apenas por meio das sombras projetadas na cortina, mas também através da trilha sonora que brinca com as sonoridades dos antigos circos, os ruídos animais, e as falas do apresentador, tudo numa única composição, criando uma sonoridade constante do lado de lá e um silêncio no plano do contra-regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dramaturgia parece simples: estamos assistindo a uma noite na vida de um contra-regra. Não sabemos quem é mesmo este sujeito. Não parece ser o objetivo da montagem que saibamos se há alguma força que o impede de ocupar outra função. Ele é feliz ali? Ele se sente mesmo sozinho? Para onde vai o contra-regra quando acaba a sessão? A dramaturgia propõe o acompanhamento do momento presente, suas imagens e curtos acontecimentos, não estabelecendo uma dramaturgia tradicional, já que não parece haver um grande conflito a ser desenvolvido. Os pequenos conflitos que surgem se resolvem ao fim de cada número e outra tarefa surge para o contra-regra, e assim sucessivamente. A história aqui é a história de um dia, como nossos dias às vezes podem render um bom texto feito de pequenas histórias, fragmentos que mais pretendem sugerir do que responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma dramaturgia com aberturas como estas parece alimentar as possibilidades de sobreposição que o espetáculo apresenta. A sobreposição de níveis de atuação-manipulação, por exemplo, é bastante inquietante e precisamente realizada. Reveraldo que atua por meio do boneco “contra-regra”, ainda manipula a pequena comparsa por meio do próprio “contra-regra”. O que parece complexo no verbo soa bastante natural na cena, assim, deixando claros os momentos em que a boneca está em cena como um objeto - em meio a tantos outros na bagunça dos bastidores -, e os momentos em que esta ganha vida por meio da manipulação de outro boneco para lhe fazer companhia. A relação entre o contra-regra e sua pequena comparsa rende os momentos lacrimosos na trama... e enquanto nos emocionamos, ouvimos fungadas e suspiros pela platéia, em momentos criados com delicadeza, sem cair na emoção fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama a atenção em “O Contra regra” variadas camadas que o espetáculo desenha tanto sentido da atuação-manipulação, quanto nas relações entre o espaço de lá e de cá. Normalmente ao ver um espetáculo, sentimos uma grande curiosidade pelo que está do outro lado da cena, para ver como os são os bastidores (Como ocorrem os truques? Como são os mecanismos? Como o cenário é trocado tão depressa?) Aqui a curiosidade é oposta: vendo os bastidores, nos fica o desejo de conhecer os números do circo, que só acompanhamos por sombras e sons. Assim, a direção de Jackson Zambelli costura de forma delicada e precisa nossas possibilidades de estar lá e cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contra-regra é o sujeito sem o qual o circo nunca funcionaria. Seu trabalho, pouco reconhecido, escondido fora da área de luz, é o que permite que cada coisa esteja em seu devido lugar, e faz com que tudo funcione precisamente (ainda que o bastidor após a apresentação esteja intransitável de tantos objetos pelo chão). Mas, em determinado momento do espetáculo, me dou conta de que ali atrás há uma atriz (Yonara Marques) que é a contra-regra da peça. Quem se despe da sapatilha e as atira para o contra-regra (Reveraldo) é uma outra contra-regra, e não a bailarina. O mágico que lhe entrega a cartola é também Yonara. Ainda que só possamos nos dar conta disto ao fim da peça, a dimensão que está no limite entre o real e o ficcional é talvez o elemento mais sensível do trabalho: perceber que nada funcionaria sem uma contra-regra lá e um contra-regra cá. No espaço ficcional de lá há todo um circo, mas no espaço real de lá há “apenas” Yonara, a contra-regra, em meio a uma bagunça de objetos e apetrechos igual a que Reveraldo está envolto do lado de cá. Particularmente, penso que a história de “O Contra-regra” é esta história de uma noite, um trabalho que nos atira na bagunça dos bastidores pra falar de nossas próprias funções no teatro, os que estão do lado de lá, os que estão do lado de cá. Os que estão na luz e os que estão nas sombras, seja a luz e a sombra o que quer que pensemos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-6060793863473943992?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/6060793863473943992/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=6060793863473943992&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/6060793863473943992'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/6060793863473943992'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2008/10/se-samba-que-eles-querem.html' title='Se é samba que eles querem....'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_1ee2qVtWzxY/Rp8HrffrKiI/AAAAAAAAATk/qb8mWzp460w/s72-c/cabelos+no+ar+espantada+mulher.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-5450401801994267760</id><published>2008-09-20T12:27:00.004-03:00</published><updated>2008-09-21T15:32:27.369-03:00</updated><title type='text'>Discutir Teatro que é bom, nada!</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Está acontecendo mais uma &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;disputa&lt;/span&gt; na cena teatral de Florianópolis e como fui citada no artigo publicado no &lt;a href="http://poesiapodeteatro.blogspot.com/2008/09/dc-cultura-2008.html"&gt;DC&lt;/a&gt;, reproduzido aqui em um dos &lt;a href="http://poesiapodeteatro.blogspot.com/"&gt;pólos&lt;/a&gt; da discussão, achei por bem escrever e responder algumas coisas:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Sobre ética e crítica em Florianópolis:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Li e reli a carta enviada ao DC por Jefferson e Marisa sobre os últimos "acontecimentos" na cena teatral de Florianópolis. Já que fui citada, me senti na obrigação de responder à algumas colocações feitas por ambos. Antes de mais nada quero dizer que concordo com tudo o que expuseram no texto, menos com os ataques pessoais a esta ou aquela pessoa, mas gostaria de contribuir colocando algumas idéias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Minha opção pelo anonimato veio do fato único e exclusivo de conhecer minimamente o movimento teatral catarinense e por covardia. SIM! Eu sempre soube que qualquer opinião mais isenta colocada a publico por aqui geraria "represálias" e ataques pessoais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não fui a única pessoa na história da humanidade a escrever sob um pseudônimo. Ao mesmo tempo, nunca foi minha intenção gerar "desconforto" e "ira" entre a classe. Por este mesmo motivo, parei de escrever sobre os espetáculos produzidos por aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Acho engraçado que alguns artistas não tenham se sentido intimidados quando as críticas (que eu sempre chamei de comentários e impressões pessoais) eram positivas. Nunca vi nenhum desconforto quando nos textos que eu escrevia havia elogios as produções. Eu sempre busquei ressaltar os pontos positivos e negativos dos espetáculos e se não havia positivos é porque eu (dentro de minha ignorância) não os havia conseguido encontrar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não posso ser acusada de ter praticado "falsidade ideológica" porque não obtive nenhuma "vantagem" no fato de me manter no anonimato. Fui, repito, covarde! E hoje minha opção revela-se acertada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;De qualquer forma acho todas as reações nesse caso um pouco "acima do tom". Reações muito pessoais para algo não tão grave. Não foi a primeira vez que Jefferson e Marisa foram questionados sobre seu trabalho. Ou foi? Porque há a necessidade de se saber o "pedigree" de alguém que foi ao teatro e não conseguiu se comunicar com o espetáculo? As pessoas tem opiniões diversas e talvez a falta de percepção sobre o trabalho de vocês seja um problema da pessoa e não do espetáculo. Cabe à vocês filtrarem o que lhes interessa e se julgarem um monte de asneiras, deletarem e seguir adiante.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não vi nas coisas que foram escritas nenhuma calúnia, difamação ou má fé! Vi sim falta de comunicação, ignorância e falta de diálogo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Realmente falta à Santa Catarina a presença de um crítico "renomado" (segundo palavras do texto)? Ou será que a ausência dessa pessoa não se deve ao patamar de mercado e produção do estado?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Concordo que o exercício da crítica é baseado na troca, por isso, enquanto escrevia, sempre tive o cuidado de dar seguimento as discussões que surgiam levantadas por meus escritos. Lembro-me claramente de ter dado continuidade aos questionamentos levantados por Jefferson no momento que escrevi sobre um trabalho dele e de ter "tentado" responder a avalanche de falta de respeito de outros produtores.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Jeff, por favor, acompanho sua carreira há muito tempo... desde sua participação como ator no Women's (lembra?) e sempre admirei a forma como você estava aberto às discussões sobre os trabalhos. Espero realmente que você não caia no erro maior dos artistas desta ilha: Se colocar acima do bem e do mal, envoltos na glória de ser "famoso" em um estado que pouco tem feito por seus artistas!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;PS: Não conheço Aline Valim, mas já tenho uma idéia de como ela vê teatro pelas coisas que tenho lido aqui. Nem tudo eu concordo. Mas nem tudo é de se jogar fora!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;PS2: Não sou Marco Vasques! Se ele afirmou isso em alguma mesa de bar, isso fala do descontrole pessoal dele e não de mim.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;PS3: Quem quiser falar comigo, pode utilizar o e-mail &lt;a href="mailto:sara.kane.sim@gmail.com"&gt;sara.kane.sim@gmail.com&lt;/a&gt;  ... afinal, com quantas pessoas "reais" ultimamente vocês conversam que não seja por e-mail?&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-5450401801994267760?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/5450401801994267760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=5450401801994267760&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/5450401801994267760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/5450401801994267760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2008/09/discutir-teatro-que-bom-nada.html' title='Discutir Teatro que é bom, nada!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1508035463480821077</id><published>2007-09-14T19:07:00.000-03:00</published><updated>2007-09-14T20:02:01.386-03:00</updated><title type='text'>Diversas formas de Ver a Cultura Popular!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RusGacUXIQI/AAAAAAAAAIM/5dIkq9YLZ5E/s1600-h/000saci_dois.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110185253529919746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RusGacUXIQI/AAAAAAAAAIM/5dIkq9YLZ5E/s400/000saci_dois.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Festival Palco Giratório do SESC segue a todo vapor! Pelo teatro do SESC Prainha continuam passando as mais distintas produções teatrais do país e quem está perdendo a chance de acompanhar estes espetáculos, está perdendo a chance de entender um pouco mais sobre a produção das artes cênicas contemporâneas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante esta semana tivemos a oportunidade de ver duas abordagens distintas da cultura popular que resultaram em dois espetáculos belíssimos, por motivos totalmente diferentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do Rio Grande do Sul veio &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sacy Pererê - A Lenda da Meia Noite&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. Teatro Lumbra de Animação&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Porto Alegre. Do Ceará veio &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Histórias de Teatro e Circo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Carroça de Mamulengos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Juazeiro do Norte. Ambos os grupos trouxeram um outro espetáculo que, infelizmente, não pude assistir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo da &lt;strong&gt;Cia. Teatro Lumbra&lt;/strong&gt; é inspirado no primeiro livro de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Monteiro Lobato&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, contando uma história de Sacy assombrando um viajante. Para poder seguir viagem e reaver seus pertences, que o negrinho havia levado, este tem que demonstrar coragem e caçar a criatura. Com concepção e direção de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alexandre Fávero&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que também atua junto a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Flávio Silveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o espetáculo exige coragem também das crianças, pois investe no clima de assombração e transforma o cenário em uma tela de sombras cinematográfica. As músicas e a beleza das imagens encantam o público de todas as idades com a releitura dessa história tão popular que ganha requintes estéticos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há uma área ou elemento do espetáculo que não tenha sido pensada e, provavelmente, repensada. Nada é gratuito, tudo seu refinamento e acabamento impecável. Merece menção a direção de arte, assinada pelo próprio diretor (nada mais adequado do que ir buscar este termo nas fichas técnicas do cinema) e a cenografia, extremamente criativa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RusN5sUXIRI/AAAAAAAAAIU/_poh8hx0Orc/s1600-h/000carroca_de_mamulengos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5110193486982226194" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RusN5sUXIRI/AAAAAAAAAIU/_poh8hx0Orc/s400/000carroca_de_mamulengos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;strong&gt;Carroça de Mamulengos&lt;/strong&gt; nos traz a antítese perfeita do espetáculo anterior. Não estou colocando isto aqui como um critério de qualidade. Sua riqueza não está no acabamento da cenografia, nem na qualidade dramatúrgica (praticamente inexistente). Mas, é impossível não se render a esta família que carrega nas veias a arte pura, quase naif. Se o Sacy utiliza-se da cultura popular para criar um espetáculo, a família Gomide &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"é"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; a cultura popular.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo é uma sequência de "brincadeiras" que nos apresentam vários personagens dos folguedos populares. Com muita música ao vivo e intervenções públicas vai conquistando os passantes do largo da alfândega. A burrinha, a cabrinha, o dragão, além da impagável "Miota" nos levam para um tempo que não é este que estamos vivendo. Assisti-los é como voltar para algum lugar perdido de nossa infância. Quem quiser encontrar no espetáculo algo além disso, está no local errado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todas as formas, seja por que caminhos for, a cultura popular ainda conseguiu render dois bons espetáculos. Muito diferente de outras produções que só utilizam a chita porque é uma matéria-prima barata e fácil de usar. Estas experiências nos mostram o contrário: Ou você é um artista popular ou você precisa criar com muito requinte para poder incorporá-la. Se não puder estar em um destes dois lados, nem entre em campo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1508035463480821077?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1508035463480821077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1508035463480821077&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1508035463480821077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1508035463480821077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/09/diversas-formas-de-ver-cultura-popular.html' title='Diversas formas de Ver a Cultura Popular!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RusGacUXIQI/AAAAAAAAAIM/5dIkq9YLZ5E/s72-c/000saci_dois.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-7387938620823286898</id><published>2007-09-10T10:58:00.000-03:00</published><updated>2007-09-10T12:15:20.858-03:00</updated><title type='text'>Rio X São Paulo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuVNvOw-mPI/AAAAAAAAAH0/7de6EcBuFtg/s1600-h/000gota.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108574826134411506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuVNvOw-mPI/AAAAAAAAAH0/7de6EcBuFtg/s400/000gota.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há muito existe um mercado teatral apoiado no pólo Rio X SP. Se, por um lado, este pólo parece, pelo menos olhando daqui de Santa Catarina, um bloco uniforme onde a produção teatral ganha cara e força de mercado cultural, basta colocá-los lado a lado em um festival que as diferenças gritantes começam a evidenciar-se e chamam a atenção até dos mais desavisados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não se trata de reafirmar a defasada idéia de que São Paulo é o berço do teatro dito de pesquisa e que o Rio de Janeiro é a casa das produções comerciais e superficiais. Tais afirmativas jogadas ao acaso são sempre limitadoras e preconceituosas em relação ao trabalho desenvolvido nestes grandes centros. Há muito podemos observar produções realizadas nestas cidades que contradizem essas afirmações. Agora, o que parece ser uma herança vinda destas tradições teatrais é uma certa diferença nos tratamentos visuais dados aos espetáculos. Um bom exemplo disto são os dos últimos espetáculos que assisti no Festival Palco Giratório nesta semana que passou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De São Paulo veio &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gota D'Água - Breviário&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. Breviário&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, dirigidos por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Heron Coelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Georgette Fadel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O espetáculo, uma adaptação da Gota D'Água de Chico Buarque e Paulo Pontes ( que por sua vez é uma adaptação do mito grego Medéia para a realidade carioca) conta a história de Joana, mulher abandona pelo marido Jasão, sambista que acaba de gravar seu grande sucesso e que a abandona para casar com a filha de um empresário. Assim como no mito grego, o amor desmedido de Joana se converte em um ódio enlouquecido que acaba na morte dos filhos do casal pela mãe, seguida de suicídio (na versão brasileira).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Construído dentro de uma perspectiva épica, em palco arena, a direção praticamente abre mão de qualquer artifício imagético para se fixar na força das palavras e ações contidas no texto e nas músicas contidas no espetáculo, criando uma cena crua e dura de suportar nas 2 horas e meia de espetáculo. O texto, que se mantém brilhante, apesar de um pouco datado, e a interpretação de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Georgette Fadel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; fazem valer a ida ao teatro. Fadel oferece uma variada gama de nuances à sua Joana e canta com propriedade. O restante do elenco (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cristiano Tomiossi, Alexandre Krug, Luis Mármora, Daniela Duarte, Flávia Melman, Luciana Paes de Barros, Alessandro Penezzi e Miró Parma&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) esforça-se para manter a cena viva, nem sempre atingindo este objetivo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuVb2ew-mQI/AAAAAAAAAH8/2AhvazZnE7g/s1600-h/000viagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5108590343851251970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuVb2ew-mQI/AAAAAAAAAH8/2AhvazZnE7g/s400/000viagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do Rio de Janeiro vem &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Viagem ao Centro da Terra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. de Teatro Artesanal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, em um espetáculo voltado ao público infanto-juvenil, com direção artística de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gustavo Bicalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Henrique Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O espetáculo, adaptado do clássico romance de Júlio Verne, é de uma incrível concepção imagética, rico em detalhes e com uma grande variedade de técnicas narrativas, partindo da atuação e passando pela narração, cinema e teatro de bonecos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O elenco (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cid Borges, Edeilton Medeiros, Kátia Kamello&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nilton Marques&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) tem plena noção do jogo em que se envolve, realizando transições de tempo e espaço para contar a história que parece impossível de ser realizada no teatro. Merece menção também os belíssimos figurinos e adereços assinados por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fernanda Sabino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Henrique Gonçalves&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e a iluminação de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alexandre Nazareth&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A maior dificuldade do grupo parece ser realmente dar conta de um pesado volume de texto, necessitando de inventar jogos e ações que não se relacionam diretamente com o que está sendo contado. Parece oferecer aos espectadores "pequenos alívios cômicos" para a história maçante, o que não é de todo verdade. O clima de aventura extraordinária parece ser a grande chave do espetáculo - caberia apostar mais nesse sentido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De toda essa relação entre Rio e São Paulo, uma coisa é certa: Por mais que se tenha uma cena crua (como em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Gota d'Água&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) ou exuberante (como em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viagem ao Centro da Terra&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) é indispensável a presença de atores com preparação e competência para mantê-las. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Georgette Fadel&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e o elenco da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cia. de Teatro Artesanal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; nos mostram essa verdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-7387938620823286898?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/7387938620823286898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=7387938620823286898&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7387938620823286898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7387938620823286898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/09/rio-x-so-paulo.html' title='Rio X São Paulo'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuVNvOw-mPI/AAAAAAAAAH0/7de6EcBuFtg/s72-c/000gota.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-9121971046226940284</id><published>2007-09-06T22:35:00.000-03:00</published><updated>2007-09-07T00:38:20.782-03:00</updated><title type='text'>Grandes Personagens, Espetáculos à altura!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuCxCew-mNI/AAAAAAAAAHk/mt9kV4eNWxM/s1600-h/000capitu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107276633614489810" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuCxCew-mNI/AAAAAAAAAHk/mt9kV4eNWxM/s400/000capitu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Festival Palco Giratório, realizado pelo SESC, segue sua programação, trazendo sempre diversidade para a cena de Florianópolis. Os espetáculos assistidos mais recentemente trazem aos palcos personagens marcantes, sejam eles reais (Mario Lago) ou ficcionais (Capitú e Bentinho).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No dia 04 foi a vez de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capitú - Memória Editada&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, adaptação do romance &lt;strong&gt;Dom Casmurro&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Machado de Assis&lt;/strong&gt; pelo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grupo Delírio de Teatro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Curitiba, PR.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Edson Bueno&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (autor e diretor) cria com seus atores uma linha paralela (metalinguística) ao romance original, sem perder nada de seu conteúdo e tornando-o atraente como linguagem teatral. Não é a toa que o espetáculo já recebeu os prêmios Gralha Azul de melhor espetáculo, direção e texto. O elenco (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Janja&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Regina Bastos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marcelo Rodrigues &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tiago Luz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) parece compreender e compactuar com as idéias do diretor, fazendo com que o espetáculo se torne compacto e adquirindo uma unidade impecável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A produção do espetáculo também está criada corretamente, sem grandes arroubos de genialidade, mas condizente com as necessidades do trabalho. Merece uma menção especial a iluminação criada por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Beto Bruel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. No todo, um espetáculo que se sustenta do início ao fim, realizado com inteireza e competência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuDHeuw-mOI/AAAAAAAAAHs/3ze5co2J0Ik/s1600-h/000lago.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107301308201605346" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuDHeuw-mOI/AAAAAAAAAHs/3ze5co2J0Ik/s400/000lago.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;No dia 05 foi a vez de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ai, Que Saudades do Lago!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, novamente com o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Núcleo Informal de Teatro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do Rio de Janeiro, RJ. O espetáculo repete a fórmula do outro trabalho da Cia (vide comentário anterior), inclusive com o mesmo elenco, direção e autor. Devo confessar que fiquei admirada com a versatilidade da atriz &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Claudia Ventura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que vai do cômico ao dramático em um piscar de olhos, qualidade esta extremamente necessária neste tipo de espetáculo narrativo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma pequena modificação no formato do espetáculo é a incorporação à cena de elementos multimídias. Tanto o documentário exibido ao início do espetáculo quanto às imagens projetadas durante o mesmo nos auxiliam a compreender melhor as situações. Não é um elemento indispensável, mas também não prejudica o bom andamento da obra.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O festival segue até o dia 29. Ainda há muita coisa para se ver no SESC Prainha.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-9121971046226940284?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/9121971046226940284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=9121971046226940284&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/9121971046226940284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/9121971046226940284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/09/grandes-personagens-espetculos-altura.html' title='Grandes Personagens, Espetáculos à altura!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RuCxCew-mNI/AAAAAAAAAHk/mt9kV4eNWxM/s72-c/000capitu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-3112786319068067708</id><published>2007-09-03T22:30:00.001-03:00</published><updated>2007-09-03T22:30:59.144-03:00</updated><title type='text'>Um Giro pela Diversidade Teatral!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rty0lOw-mLI/AAAAAAAAAHU/BE5lyubnBag/s1600-h/000aquelasduas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106154629242984626" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rty0lOw-mLI/AAAAAAAAAHU/BE5lyubnBag/s400/000aquelasduas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começou, neste sábado, na unidade do SESC Prainha o Festival Palco Giratório Brasil / Florianópolis. Uma mostra de artes cênicas que traz à cidade os espetáculos que participam do Circuito Nacional de Espetáculos realizado pelo Serviço Social do Comércio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Louvar esta realização nunca é perda de tempo. O SESC e essa ação, hoje em dia, são as maiores programações envolvendo a arte teatral. Além de realizar centenas de apresentações em todo o Brasil, o projeto também prevê oficinas, festivais, cursos, debates e toda uma sequência de festivais e encontros que mantém vários grupos atuando. Ou seja, é opção de lazer e entretenimento para milhares de pessoas e opção de trabalho para muita gente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Florianópolis a programação foi aberta, no dia primeiro, pelo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grupo Depósito de Teatro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, com o espetáculo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aquelas Duas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Fundado em 1988, em Porto Alegre, RS, o grupo foca seu trabalho no teatro popular, buscando o resgate da dramaturgia brasileira, e na busca de um espaço onde se possam criar relações mais próximas entre espectadores e atores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo (que não tem assinatura de direção na ficha técnica) foi criado a partir de improvisações criadas pelas atrizes &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Liane Venturella&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sandra Possani&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O material resultante do trabalho inicial recebeu tratamento dramatúrgico de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nelson Diniz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (que também assina a orientação para a atuação). Nele, conta-se a história de duas prostitutas que dividem uma casa e suas ações cotidianas e repetitivas. O texto parece beber, em alguns momentos, em trabalhos do teatro dito absurdo, principalmente no jogo da "dupla" que não se suporta mais e não consegue partir. Algumas cenas levam as personagens a indagações metafísicas, outras passam pelos mais banais dos momentos buscando encontrar raízes mais profundas para tais ações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A produção do espetáculo é bem realizada, com figurino e maquiagem de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Heinz Limaverde&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, um belíssimo cenário de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nelson Diniz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Serginho Etchichury&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e uma luz correta de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cláudia de Bem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. A atuação é também correta, talvez um pouco prejudicada pela falta de consistência do texto. Um espetáculo que resulta em momentos instigantes, mas que peca pela falta de unidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rty0sew-mMI/AAAAAAAAAHc/0YZUP0VP5tY/s1600-h/000antoniomaria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106154753797036226" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rty0sew-mMI/AAAAAAAAAHc/0YZUP0VP5tY/s400/000antoniomaria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;Nos dias dois e três, a programação seguiu, trazendo do Rio de Janeiro, RJ o espetáculo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antônio Maria - A Noite é Uma Criança&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Núcleo Informal de Teatro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O musical, dirigido por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Joana Lebreiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, tem no elenco os atores &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cláudia Ventura&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Alexandre Dantas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marcos França&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (que também assina o texto) e os músicos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fabio Nin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Daniel Máximo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Geórgia Câmara&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (fazendo um belo acompanhamento, diga-se de passagem). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para contar (literalmente) a história do compositor pernambucano, a direção opta por ambientar o palco como um bar, reduto da boêmia carioca, onde Antônio Maria passa a maior parte de suas noites na companhia de outros intelectuais da época. Bares estes onde o mesmo irá falecer em 1964, vítima de ataque cardíaco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Aquelas Duas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; o público era convidado a participar de uma interpretação estilizada, neste &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Antônio Maria&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; o que impera é o realismo (quase televisivo). O espetáculo funciona muito bem, agradando ao público pela qualidade vocal e trazendo uma interpretação impecável de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cláudia Ventura&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Só a possibilidade de vê-la cantar e interpretar já vale o valor do ingresso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O festival se estende até o dia 29 deste mês. Se você ainda não tem, corra até o SESC e pegue a sua programação! A julgar pelas duas primeiras atrações, algumas das melhores produções do país estarão em Florianópolis em setembro. Aproveite!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-3112786319068067708?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/3112786319068067708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=3112786319068067708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3112786319068067708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3112786319068067708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/09/um-giro-pela-diversidade-teatral_03.html' title='Um Giro pela Diversidade Teatral!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rty0lOw-mLI/AAAAAAAAAHU/BE5lyubnBag/s72-c/000aquelasduas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-3675924976550518087</id><published>2007-08-31T23:57:00.000-03:00</published><updated>2007-09-01T00:49:44.527-03:00</updated><title type='text'>Os Valentes de Esparta!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RtjWXew-mKI/AAAAAAAAAHM/suBFzxF-hS0/s1600-h/000esparta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105065876508285090" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RtjWXew-mKI/AAAAAAAAAHM/suBFzxF-hS0/s400/000esparta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Conta a história que quando as forças do Império Persa transpuseram o Helesponto para invadir e escravizar a Grécia, 300 valentes guerreiros de Esparta foram ao Desfiladeiro das Termópilas para tentar conter sua avassaladora superioridade numérica. Esses homens e a força de seus ideais resistiram bravamente. Suas armas foram destroçadas e eles continuaram lutando, até serem dominados e massacrados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta é a história (recentemente mostrada no cinema, no filme "300") que o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grupo de Theatro Melpomene&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, da &lt;strong&gt;Associação Cultural Nova Acrópole&lt;/strong&gt; conta no espetáculo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esparta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em cartaz neste final de semana no Teatro da Ubro. A história desses valentes guerreiros e de suas mulheres fortes que ficaram para trás, aguardando seus homens que nunca retornaram.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os integrantes do grupo (chamados de filósofos-atores no programa do espetáculo) são artistas amadores (no melhor sentido da palavra) trabalhando em regime de voluntariado. O elenco numeroso (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Valdirene da Costa, Goldenberg Lima da Silva, Marta Lobo, Fernanda Trindade Soares, Rodrigo Hauers, Claudio Goulart, Gilberto Sulzbach, Gilnei Quadros, Amanda Marchesini, Taiara Barbosa da Silva, Fabiana Cristina Turelli, Roger Hansen, Rodrigo e Miguel Philippi, Mariana Soziopoulos Steiner, Cláudio Drumont, Ana Paula Hasckel e Megaron Molossi&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) mostra-se empenhado em cumprir o que lhes foi passado por sua diretora artística &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Waléria Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em 12 meses de aprendizado e ensaios.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O elenco feminino se sai melhor na batalha. Talvez pela sensibilidade mais aguçada, algumas mulheres alcançam os momentos mais interessantes do espetáculo, onde numa interpretação realista (e não naturalista, como equivocadamente se classificam no programa) em dois momentos conseguem tocar a platéia: a cena da entrega do bebê e a crise nervosa de Paraléia. O elenco masculino peca pelo excessivo tom gritado na fala, sem conseguir dar vida ao texto tão complexo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na tentativa de obter uma atmosfera trágica (bem realçada pela concepção musical de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Samuel Olivo Scaini&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;), a direção peca por impor um tom formal a todo o espetáculo. Em alguns momentos nos falta uma maior variação de ritmos nas ações e nos acontecimentos. Embora a música indique grandes mudanças, o corpo dos atores e o ritmo do espetáculo não seguem esta mesma informação. A limpeza cênica obtida pela diretora com os atores com pouca experiência é um das qualidades do trabalho, resta agora tentar fazer com que as movimentações se tornem mais orgânicas, emprestando-lhes o vigor e as tensões necessárias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro ponto a considerar é o tratamento estético dado ao espetáculo. Embora se note o cuidado com a confecção de figurinos e adereços, estes pecam por tentar ser cópias fiéis dos originais. O caso é que as texturas dos tecidos e objetos ficam muito longe do esperado. Talvez a direção de arte pudesse ser um pouco mais criativa e tentar criar uma linguagem própria para a cena que é possível neste momento. Um exemplo claro são os bancos de plástico, extremamente distante de qualquer coisa que possamos lembrar como grego.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O resultado é uma batalha que está sendo travada! Um grupo iniciante que tem muita coragem e se expõe sem restrições. Mas que, neste momento, ainda perde a guerra contra as dificuldades encontradas. Certamente outras batalhas virão e encontraremos os seguidores da Musa da Tragédia mais fortes e melhores guerreiros. Evoé!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-3675924976550518087?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/3675924976550518087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=3675924976550518087&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3675924976550518087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3675924976550518087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/08/os-valentes-de-esparta.html' title='Os Valentes de Esparta!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RtjWXew-mKI/AAAAAAAAAHM/suBFzxF-hS0/s72-c/000esparta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1903276202283503338</id><published>2007-08-02T00:55:00.000-03:00</published><updated>2007-08-02T01:46:41.413-03:00</updated><title type='text'>Pura Falta de Sentido!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RrFg_S56NLI/AAAAAAAAAG8/-7c6eB1WbjQ/s1600-h/000juan.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093959294055494834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RrFg_S56NLI/AAAAAAAAAG8/-7c6eB1WbjQ/s320/000juan.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RrFWCC56NKI/AAAAAAAAAG0/cUErtGuyW1o/s1600-h/000juan2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;Existe um período da vida da gente em que gostamos de chocar! Muitos artistas utilizaram-se desta estratégia para chamar a atenção para alguma causa, para levantar alguma discussão pertinente ou ainda para conseguir seus quinze minutos de fama. A possibilidade de surpreender a platéia com uma ação inesperada, com uma ação que a retire de sua passividade e a coloque diante de paradoxos ou situações limite é uma poderosa arma na comunicação teatral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Una-se a isto uma temática arriscada e pouco explorada no cenário cultural catarinense, a homossexualidade, e o que temos? Uma receita explosiva que pode resultar numa realização com forte apelo, tanto artístico quanto comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Interessada nessa mistura, fui ao Teatro Álvaro de Carvalho nesta quarta-feira para assistir ao espetáculo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Juan e Marco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marcelo Lalau&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nando Schweitzer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; (que também assina texto, direção e música original).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao chegar ao teatro me deparei com o cartaz (não havia visto antes) que trazia as seguintes frases: "&lt;em&gt;segundo o ministério Público: Imprópria para Menores&lt;/em&gt;" ; " &lt;em&gt;Aviso: quem ri de Zorra Total, A Diarista, Sob Nova Direção e similares não irá entender as piadas&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;o espetáculo mais polêmico de sua vida!&lt;/em&gt;", entre outras. Confesso que tive vontade de recuar, mas compreendi que as frases eram humoradas e tentavam, desesperadamente, atrair público ao teatro. Ou seja, me identifiquei com esta necessidade, afinal todo artista quer que seu trabalho seja visto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Felizmente&lt;/strong&gt; o teatro estava praticamente vazio! Digo felizmente porque o espetáculo é uma sucessão incomensurável de equívocos, preconceitos e falta de respeito com o público. Para início de conversa é de um amadorismo (no sentido pejorativo) tremendo. Os atores obviamente não têm suas falas decoradas. Andam pelo cenário (?) sem parar, sem nenhum tipo de intenção ou desenho de cena. Não sabem posicionar-se na luz, ficando quase o tempo todo com metade do corpo iluminado e o rosto no escuro. Tem péssimo trabalho vocal fazendo a platéia perder muito do texto que é mal falado. Fingem, de maneira primária, emoções que não convencem a ninguém na platéia, causando, na maioria das vezes, risadas quando deveriam emocionar e um silêncio constrangedor quando deveria haver risadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fiquei me perguntando onde estava a razão da tão esperada polêmica. Será que esperavam criar polêmica por causa da nudez dos atores? Não seria a primeira vez que isso se faz no teatro, nem mesmo aqui em Florianópolis. O beijo entre os dois homens? Talvez se fosse levado a sério e não da maneira histérica como aconteceu poderia provocar alguma reação na platéia. Seria polêmico discutir a relação homossexual de maneira banal e com uma falta de lógica absurda?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez seja polêmico saber que o diretor da peça esteja oferecendo cursos de interpretação e canto na cidade. Talvez seja polêmico que não exista nenhum tipo de rigor no momento de se ensaiar um espetáculo. Talvez seja polêmica a pura falta de sentido encontrada neste espetáculo. Mas, acho que polêmica não seria a palavra adequada, mais correto seria dizer &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;constrangedora&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1903276202283503338?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1903276202283503338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1903276202283503338&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1903276202283503338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1903276202283503338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/08/pura-falta-de-sentido.html' title='Pura Falta de Sentido!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RrFg_S56NLI/AAAAAAAAAG8/-7c6eB1WbjQ/s72-c/000juan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-215769126266419319</id><published>2007-07-21T11:25:00.000-03:00</published><updated>2007-07-21T20:11:52.836-03:00</updated><title type='text'>Existe diálogo no Púpilo Quer Ser Tutor?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RpEdz6WS3VI/AAAAAAAAAGs/TQeDKGCd2_c/s1600-h/000teatro_sim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5084878231951301970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RpEdz6WS3VI/AAAAAAAAAGs/TQeDKGCd2_c/s320/000teatro_sim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em cartaz no Teatro da Ubro, de quinta a domingo, até o dia 29 deste mês, o &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Teatro Sim...Por Que Não?!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; apresenta o espetáculo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Pupilo Quer Ser Tutor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Peter Handke&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, com direção de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Francisco Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O texto, do autor contemporâneo austríaco, muito conhecido por seus escritos verborrágicos e também por sua colaboração no cinema com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Wim Wenders&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (é dele o argumento que deu origem a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Asas do Desejo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), não se utiliza de palavras/falas (assim como fez em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Hora em que Não Sabíamos Nada Uns dos Outros&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, montada no Brasil pela Cia. de Teatro Elevador Panorâmico, direção de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marcelo Lazzarotto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) para narrar, se é que se pode dizer assim, a disputa de poder entre duas forças antagônicas claras: o tutor (&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nazareno Pereira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;) e o pupilo (&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leon de Paula&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;). Interessado em diálogos mais contemporâneos com os espectadores, mais afeito a provocações do que à soluções simples, Peter Handke , nascido em 1942 na Áustria, além de teatro já escreveu diversos livros e participou ativamente das discussões sobre questões políticas, tendo inclusive sido retirado um texto seu do repertório 2007 da Comédie Française, por causa de sua participação no funeral de Slobodan Milosevic, presidente da Sérvia. Polêmicas a parte, seu trabalho como dramaturgo é inquestionável, visto a estrutura que nos é apresentada nesta montagem em Florianópolis. A partir de jogos simples, constrói um mundo de alegorias sobre o poder e suas estratégias de repressão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O diretor &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Francisco Medeiros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o assistente de direção &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;José Ronaldo Faleiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o cenógrafo e figurinista &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fernando Marés&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e o próprio grupo têm trajetórias repletas de êxitos. Todos são premiados nacional e até internacionalmente por seu trabalho. O grupo e Faleiro são praticamente ícones do teatro em Santa Catarina. O grupo, inclusive, deixa claro o porquê dessa presença no cenário catarinense aventurando-se em um trabalho incomum, se compararmos este espetáculo às suas últimas realizações &lt;em&gt;&lt;strong&gt;(...E o Céu uniu Dois Corações&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Farsa do Advogado Pathelin&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), com um caráter muito mais popular. Só pelo risco assumido, já merece os parabéns! Todas as áreas da produção são impecáveis. Soma-se as já citadas acima, a iluminação de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Domingos Quintiliano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e a trilha sonora de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aline Meyer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Mas, o destaque, sem dúvida é a impecável cenografia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com tantos predicados, é de se esperar que o espetáculo seja uma magnífica realização. Em minha opinião, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ainda&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não é. Por mais que o espetáculo seja de um acabamento refinado, falta um sopro de vida no cenário. A sensação que tive é que o espetáculo não encontra eco na platéia. Os jogos de poder, por mais que estejam insinuados, não se realizam plenamente na cena, chegando em alguns momentos a perder um pouco de sentido. Várias possibilidades podem ser levantadas para esta falta de comunicação: uma direção esquemática demais, que se apóia sobre as ações contidas no texto mas que não as torna críveis no trabalho dos atores. Por mais formalista que se possa pretender a concepção do espetáculo, deve existir uma lógica que faça com que o que estamos vendo em cena adquira sentido e dialogue com a platéia. Ou ainda, o problema pode estar na figura do "tutor" que não parece exercer o poder necessário sobre o "pupilo", fragilizando a relação que é necessária estabelecer. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Leon de Paula&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, neste sentido realiza um trabalho mais preciso, com alguns momentos preciosos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No todo, um espetáculo profissional, limpo e bem realizado, mas "a conversa (...) entre a cena e o público"? Acontece? Eu permaneci calada!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-215769126266419319?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/215769126266419319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=215769126266419319&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/215769126266419319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/215769126266419319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/07/existe-dilogo-no-ppilo-quer-ser-tutor.html' title='Existe diálogo no Púpilo Quer Ser Tutor?'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RpEdz6WS3VI/AAAAAAAAAGs/TQeDKGCd2_c/s72-c/000teatro_sim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-7640958525986311301</id><published>2007-07-02T21:35:00.000-03:00</published><updated>2007-07-02T22:27:52.955-03:00</updated><title type='text'>Pobres Crianças de Oz!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RomaWqWS3UI/AAAAAAAAAGk/5SjDTyfiQ6E/s1600-h/m-bh-omagicodeoz_r.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082763368579915074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RomaWqWS3UI/AAAAAAAAAGk/5SjDTyfiQ6E/s400/m-bh-omagicodeoz_r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A publicidade utilizada na promoção de um espetáculo (seja ele filme, teatro, dança ou circo, entre outros) pode definir seu sucesso ou seu fracasso. Mas, nossa tarefa como artistas, público e, principalmente, pais é tentar ver além do que dos oferecem e tentar encontrar opções que contribuam para a formação das nossas crianças, muito além do puro entretenimento. Não estou defendendo, de maneira nenhuma, o teatro pedagógico ou didático. Estou tentando entender o espetáculo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Mágico de Oz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que assisti, com minha filha, este final de semana no Teatro do CIC.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quando intitulamos um espetáculo de "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;remontagem brasileira o musical da Broadway&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;",  damos uma idéia muito clara do que pretendemos mostrar aos espectadores. Quando as principais armas da divulgação são os "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;efeitos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;visuais deslumbrantes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" e a quantidade dos atores e dos equipamentos envolvidos, nos comprometemos com estas palavras de oferecer um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;ESPETÁCULO&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; para o público. Não foi isso que aconteceu! Eu nunca fui a Broadway para assistir à nenhum dos espetáculos montados lá, mas pude ver algumas montagens da CIE - Brasil de musicais consagrados que fizeram temporada no Brasil. A qualidade da produção vista neste espetáculo não chega perto das produções de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Chicago&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Fantasma da Ópera&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, como exemplo de outras transposições.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas, o que mais me amedronta nesta produção vista em Florianópolis, é a sucessão de equívocos relacionados ao fazer teatral para crianças. As falas infantilizadas, o visual colorido e brilhante (em excesso, na verdade), a falta de preparação do elenco, as posturas ilustrativas e super atuadas enchem o espetáculo de tédio. Até o momento "&lt;em&gt;onde está?&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;não estou vendo&lt;/em&gt;" que incita as crianças a gritarem para os atores estava presente. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A história escrita nos muitos livros de L. Frank Baum que fala de uma menina que precisa perder tudo que tem em sua vida para aprender a dar valores às coisas simples está totalmente deturpada. A versão do texto utilizada nesta montagem, que parece ter se baseado no filme e não nos livros originais, parece existir somente para poder encaixar as músicas, estas sim, bem escritas e adaptadas por Cláudio Botelho. O espetáculo perde completamente a lógica e parece ser obrigatório conhecer o filme para poder entender o que se passa.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tal produção só reforça a crença de alguns que vêm fazendo um trabalho bastante parecido com esse nos últimos anos, menor apenas em escala e grandiosidade inócua. Enquanto isso vários trabalhos com grandes qualidades artísticas, pedagógicas e que não menosprezam a inteligência das crianças não conseguem ser vistos por esta quantidade de crianças. Porque será que os produtores da cidade não se unem aos artistas competentes? Tenho certeza de que as pobres crianças de FlorianOzpolis adorariam!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-7640958525986311301?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/7640958525986311301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=7640958525986311301&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7640958525986311301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7640958525986311301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/07/pobres-crianas-de-oz.html' title='Pobres Crianças de Oz!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RomaWqWS3UI/AAAAAAAAAGk/5SjDTyfiQ6E/s72-c/m-bh-omagicodeoz_r.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-7962648888340966150</id><published>2007-06-25T22:43:00.000-03:00</published><updated>2007-06-26T00:32:57.958-03:00</updated><title type='text'>Poucas Palavras, Muita beleza.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RoCIbIRQCwI/AAAAAAAAAGU/deoVecov-VI/s1600-h/000000houdini4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080210379331603202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RoCIbIRQCwI/AAAAAAAAAGU/deoVecov-VI/s320/000000houdini4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns minutos antes do início do espetáculo, neste domingo no Teatro do CIC, Sassá Moretti, a idealizadora do Festival Internacional de Teatro de Animação - FITA, subiu ao palco para se despedir do público que acompanhou o evento: - Não precisamos falar mais nada, os bonecos já disseram tudo nesses cinco dias de Festival! Com certeza teremos o segundo FITA no ano que vem! - O público aplaudiu entusiasmado. Empolgação? Pode ser. Mas a verdade é que pouca gente acreditava que um festival de Teatro de Animação poderia atrair tanto público em Florianópolis. E o que é melhor, atraiu um público que saiu extremamente satisfeito com a qualidade dos espetáculos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste domingo eu também saí bastante satisfeita da apresentação de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Houdini's Suitcase&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Espetáculo da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. Piclekd Image&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do Reino Unido, com direção de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Emma Loyd&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e atuação de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dik Downey&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vicky Andrews&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Uma estação de trem, muitas malas e a memória de um velho homem são os elementos que nos vão sendo apresentados, lentamente, muito cuidadosamente. Dentro dessas malas encontramos vários personagens que nos surpreendem por sua força em cena. Não é apenas uma imagem que nos sobra após o espetáculo. São fragmentos da memória de um homem, narrados com muita criatividade, humor e ritmo. Apoiado sobre uma sonoplastia poderosa e descritiva, o espetáculo ainda conta com uma iluminação precisa. Simples, mas rica na criação de climas distintos. Os bonecos são muito bem acabados, talvez os mais vistosos que tenhamos visto neste festival e a animação deles também não deixa nada a desejar em técnica e vida. Outro ponto alto é a corporalidade construída por Dik para sustentar a máscara que utiliza durante todo o espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RoCIq4RQCxI/AAAAAAAAAGc/mJBd7D44Aak/s1600-h/00000houdini3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080210649914542866" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RoCIq4RQCxI/AAAAAAAAAGc/mJBd7D44Aak/s320/00000houdini3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não pude assistir à tantos espetáculos quanto eu gostaria neste festival. Assim, meus comentários serão tentando analisar o todo pelas parte que pude prestigiar. O que pude perceber foi um grande nível na qualidade dos espetáculos. Uma curadoria mais acertada do que foi visto no Isnard Azevedo. Aqui os espetáculos parecem estar com um grau maior de acabamento e técnica, não deixando margens para tantos questionamentos estruturais das obras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um único senão para ser pensado pela organização do festival é a utilização dos dois grandes palcos nesta edição. Se o palco do Teatro Ademir Rosa parece demasiado grande para vários espetáculos que se apresentam alí, esse tamanho parece ter se tornado insuportável para os trabalhos do FITA. Manologias simplesmente ignorou que estava num palco daquele tamanho e Houdini's Suitcase poderia ter sido muito melhor absorvido num palco como o TAC, por exemplo. O Centro de Artes e Eventos da UFSC não é, nem de longe, um local apto para apresentações teatrais. Se a Universidade tem o desejo de realizar apresentações teatrais naquele local poderia tentar realizar algumas adaptações na estrutura física para isso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vida longa ao Fita, que a segunda edição seja ainda melhor!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-7962648888340966150?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/7962648888340966150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=7962648888340966150&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7962648888340966150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7962648888340966150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/06/poucas-palavras-muita-beleza.html' title='Poucas Palavras, Muita beleza.'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RoCIbIRQCwI/AAAAAAAAAGU/deoVecov-VI/s72-c/000000houdini4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-7028427069139638187</id><published>2007-06-24T14:49:00.000-03:00</published><updated>2007-06-24T16:47:12.759-03:00</updated><title type='text'>Diversidades no Fita!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7HroRQCtI/AAAAAAAAAF8/TtMPBIMlKuM/s1600-h/000000cirquinho.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079716982078573266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7HroRQCtI/AAAAAAAAAF8/TtMPBIMlKuM/s320/000000cirquinho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A programação do &lt;strong&gt;Festival Internacional de Teatro de Animação de Florianópolis&lt;/strong&gt; continua recheada de surpresas e bons espetáculos. Infelizmente não pude acompanhar os espetáculos da sexta-feira, assim que resolvi fazer um pequeno intensivo no sábado para recuperar o tempo perdido. Encontrei-me com três espetáculos bastante diversos entre eles, mostrando a riqueza e as apropriações possíveis que cabem sob o rótulo de Teatro de Animação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu dia começou com o divertido espetáculo dirigido pelo grupo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cirquinho do Revirado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Criciúma, SC&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Este mesmo grupo esteve participando do Festival Isnard Azevedo com um espetáculo de rua. Em &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Sonho de Natanael&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; nos encontramos com uma estrutura de contação de histórias que se utiliza dos bonecos para ilustrar e apresentar os personagens para os espectadores. Uma boa relação com a platéia é a grande virtude do espetáculo, que se apóia numa estética mais folclórica. Uma vertente que aparece com bastante frequência nos espetáculos de rua e para crianças e, talvez por isso, causando uma certa sensação de deja-vú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7J0oRQCuI/AAAAAAAAAGE/PRON-hTz5es/s1600-h/000000manologias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079719335720651490" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7J0oRQCuI/AAAAAAAAAGE/PRON-hTz5es/s320/000000manologias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Na parte da tarde assisti ao espetáculo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Manologias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grupo La Santa Rodilla&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, radicado no Perú mas com um elenco formado por um italiano, um argentino e uma peruana. Dirigido por &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Hugo Soares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (do grupo Teatro de Hugo e Inês, bastante famoso entre os bonequeiros) é o primeiro espetáculo deste novo grupo. Formado por quadros que não se preocupam em formar uma unidade, tem como elemento agrupador a técnica de utilização de diversas partes do corpo para compor os personagens. Assim, temos elementos extremamente simples e que exigem bastante virtuose dos atores/animadores, onde se sobressai o trabalho cômico de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Renato Curci&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Mesmo com um diretor bastante conceituado, o espetáculo sofre de uma certa inconstância: algumas cenas são bastante bem resolvidas, metafísicas em alguns momentos, em outras ainda impõe um maior desafio aos atores para ajustes de timing e limpeza na manipulação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7KFoRQCvI/AAAAAAAAAGM/NPqSmMAMmvA/s1600-h/000000banfield.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5079719627778427634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7KFoRQCvI/AAAAAAAAAGM/NPqSmMAMmvA/s320/000000banfield.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Se, em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Manologias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o trabalho estava mais centrado na criação das imagens com o corpo dos manipuladores, em &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em Camino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, espetáculo solo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Mercúrio&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Banfield na Argentina, o caminho de busca parece estar na construção das diferentes atmosferas e personagens bastante marcantes. Já havia ouvido falar do trabalho deste bonequeiro, mas ainda não havia tido a chance de vê-lo em cena. A simbiose com o personagem principal (Bob) é perfeita. Seu personagem respira, pensa e reage quase que sozinho. Temos a impresão até mesmo de que o boneco muda de expressões faciais, fruto da virtuose de seu manipulador. Uma variada gama de sensações nós envolve durante a apresentação, indo do lirismo aos palavrões em 05 segundos. As memórias de sua viagem pelas Américas é um fio tênue que abriga sob um mesmo guarda-chuva histórias tão distintas entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira são três trabalhos que servem para discussão entre os limites na classificação Teatro de Animação. Se é que esses limites existem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-7028427069139638187?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/7028427069139638187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=7028427069139638187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7028427069139638187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/7028427069139638187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/06/diversidades-no-fita.html' title='Diversidades no Fita!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rn7HroRQCtI/AAAAAAAAAF8/TtMPBIMlKuM/s72-c/000000cirquinho.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-4638724212982963991</id><published>2007-06-22T09:55:00.000-03:00</published><updated>2007-06-22T13:50:13.241-03:00</updated><title type='text'>Da Técnica Apurada ao Salto Poético!!!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnv5B4RQCrI/AAAAAAAAAFs/skuBxFf_37w/s1600-h/000senhor.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078926815470291634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnv5B4RQCrI/AAAAAAAAAFs/skuBxFf_37w/s400/000senhor.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue a programação do Fita - Festival Internacional de Teatro de Animação e dentro dela pude acompanhar mais dois espetáculos. Uma das características mais marcantes que venho percebendo no trabalho dos bonequeiros que vieram à Florianópolis é a qualidade técnica na criação dos espetáculos. Falando dessa maneira, deveria ser algo óbvio. Para a criação de um espetáculo é necessário conhecer a técnica do trabalho que se está disposto à fazer... mas nem sempre é assim. Comparando com os espetáculos do Isnard Azevedo, por exemplo, o nível dos trabalhos apresentados no Fita parece superar facilmente as expectativas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seria essa diferença apenas um reflexo de uma curadoria mais acertada na escolha dos espetáculos? Ou, seria um reflexo da própria linguagem do teatro de bonecos? Explico: Assim como o músico toca um instrumento para expressar sua arte, também o bonequeiro necessita aprender a usar seu instrumento (boneco, máscara, forma, títere, sombra, etc) para estabelecer uma comunicação eficaz através dele. Cria-se, apartir disso, uma consciência da necessidade de aprender uma técnica, renová-la, pesquisá-la para expressar-se através dela. No caso do teatro feito por atores, é mais comum essa falta de consciência. É mais comum encontrar a crença de que basta ser "carismático" ou "um lindo modelo" para poder atuar. Generalizações à parte, existem milhares de exemplos que confirmam esta regra, em ambas as técnicas. Vai daí que é muito comum encontrarmos bonecos que não atuam, somente "chacoalham" em cena, assim como encontrar grupos de teatro que realmente desenvolvem pesquisas centradas na força da atuação dos seus integrantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De qualquer forma, o grande desafio parece poder reunir técnica e construção de poética durante uma mesma realização. No caso dos espetáculos de Teatro de Animação é bastante comum termos muita técnica à serviço de pouca expressão. Não chega a ser o caso do espetáculo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Senhor dos Sonhos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. Truks&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, de São Paulo, SP. O espetáculo, dirigido por &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Henrique Sitchin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, conta a história de Lucas, um menino que tem dificuldades em situar-se entre o sonho e a realidade. É uma bela realização que diverte e encanta, principalmente as crianças. Ao mesmo tempo, não propõe nenhuma mudança significativa ao panorama das realizações de espetáculos para crianças ou mesmo de animação. O elenco conta com uma técnica afiada de manipulação que se utiliza de variadas técnicas para contar uma história.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnv9aYRQCsI/AAAAAAAAAF0/S28gr63D9eo/s1600-h/000000espanto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078931634423597762" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnv9aYRQCsI/AAAAAAAAAF0/S28gr63D9eo/s400/000000espanto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, podemos apreciar também à &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Princípio do Espanto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, espetáculo do grupo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Morpheus Teatro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, também de São Paulo. Espetáculo solo de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;João Araújo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; com direção de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luiz Andrade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, não se utiliza das palavras para contar sua história, com excessão de um poema de Rilke, utilização em off no início e no fim do espetáculo. Utilizando precisamente da técnica de manipulação-direta, o espetáculo ousa ao explorar um ritmo muito particular e um certo estranhamento presente em toda a duração da obra. Suas pausas, suas pequenas ações e pequenos truques (como a saída da vassoura da caixa, por exemplo) vão guiando os espectadores por um caminho desconhecido e intrigante. O espetáculo não oferece respostas fáceis, deixando um espaço bastante grande para ser completado pelo espectador.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dessa maneira, chegamos a um salto poético, fartamente perseguido, mas raramente logrado no teatro contemporâneo. Não é puramente elocubração intelectual e conceitual, pois o espetáculo toca o público e emociona. Mas também não é teatro que se rende facilmente à agradar seu público para que ele saia feliz e saltitante do teatro. Uma obra de arte, como todo espetáculo deveria ser!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-4638724212982963991?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/4638724212982963991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=4638724212982963991&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/4638724212982963991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/4638724212982963991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/06/da-tcnica-apurada-ao-salto-potico.html' title='Da Técnica Apurada ao Salto Poético!!!!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnv5B4RQCrI/AAAAAAAAAFs/skuBxFf_37w/s72-c/000senhor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-2883588963658255925</id><published>2007-06-21T00:31:00.000-03:00</published><updated>2007-06-21T00:35:18.704-03:00</updated><title type='text'>O Sonho e O Avarento!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnnh14RQCpI/AAAAAAAAAFc/XC1GXtvZ--Q/s1600-h/000000avaro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078338370591001234" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnnh14RQCpI/AAAAAAAAAFc/XC1GXtvZ--Q/s400/000000avaro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resultado do sonho e do esforço dos artistas, o FITA - Festival Internacional de Teatro de Animação abriu nesta quarta-feira para trazer 15 grupos de vários países, estados brasileiros e cidades de SC.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espaço (Centro de Cultura e Eventos da UFSC) pode não ser o mais adequado, mas a emoção falou forte na primeira noite de espetáculos do &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fita&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. No discurso da coordenadora geral e idealizadora &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sassá Morretti&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e da coordenadora executiva &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zélia Sabino&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, ficou claro que este acontecimento teatral era um sonho há muito acalentado pelos bonequeiros de nosso estado. Quebrar o vácuo que existia na capital, que não participava do circuito de festivais internacionais de animação realizados já há muitos anos em Canela e Curitiba, sem contar com outros estados do país. Após anos e anos de luta e sonho, finalmente foi concretizado o festival que abriu oficialmente nesta noite de quarta-feira, embora já tivessem acontecido outras apresentações desde as 12h30min. O público compareceu em peso, provando que, graças aos esforços dos muitos bonequeiros do estado, há lugar sim para a milenar arte dos títeres.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo escolhido para realizar esta abertura foi &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Avarento&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; (El Avaro), trazida à cena pela &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. Tábola Rassa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; da Espanha, que deu ao texto original de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Molière&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; uma versão pra lá de contemporânea. Ao invés da falta de dinheiro, temos a falta água, um tema bastante atual, diga-se de passagem. Ao invés de atores ou bonecos antropomorfos temos torneiras, canos e objetos - recipientes de todas as formas. Mas, as sensações, os sentimentos, os questionamentos presentes no original estão fortes e presentes, graças à qualidade dos atores/animadores &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olivier Benoit&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Miquel Gallardo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RnnwUoRQCqI/AAAAAAAAAFk/FqgDmDmaA2k/s1600-h/000000avaro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078354292034767522" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RnnwUoRQCqI/AAAAAAAAAFk/FqgDmDmaA2k/s320/000000avaro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arpagão, o avarento do título, encarnado numa torneira enferrujada, consegue nos transmitir todo o seu mau-humor, trazendo uma carga de "anima" que o transforma numa daquelas figuras que nos lembraremos durante anos. A cena de amor, sintetizada num balé entre as vestes dos enamorados, com direito a um ventilador para criar um clima ainda mais sensual, diverte e encanta. O timing preciso, a utilização dos acontecimentos no ambiente do teatro (sempre tem alguém que "esquece" de desligar o celular) e o senso de humor bastante cáustico auxiliam ainda mais para manter a atenção dos espectadores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cena final, com Arpagão desistindo do casamento em troca de seus preciosos bens e, literalmente, jorrando água para todos os lados, transforman o palco numa festa molhada, sintetizando a felicidade que, creio eu, estão sentindo os bonequeiros de Florianópolis com a realização do festival. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Vida longa ao Fita!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Que Florianópolis ganhe cada vez mais espaços de exibições e espetáculos durante o ano todo. O público e os artistas, com certeza, agradecem.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-2883588963658255925?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/2883588963658255925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=2883588963658255925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2883588963658255925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2883588963658255925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/06/o-sonho-e-o-avarento_21.html' title='O Sonho e O Avarento!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rnnh14RQCpI/AAAAAAAAAFc/XC1GXtvZ--Q/s72-c/000000avaro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-2632091322707078486</id><published>2007-06-19T00:18:00.001-03:00</published><updated>2007-06-19T00:20:56.982-03:00</updated><title type='text'>Lá. Onde?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RndLKYRQCoI/AAAAAAAAAFU/eUsV146YKyw/s1600-h/l%C3%A1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077609746569104002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RndLKYRQCoI/AAAAAAAAAFU/eUsV146YKyw/s400/l%C3%A1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;" Passaram-se mais de 30 anos desde que Sérgio Jockymann escreveu o texto da comédia Lá, um sucesso de público na montagem interpretada por Paulo Goulart nos anos de 1970."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim começa a divulgação do espetáculo publicada no Diário Catarinense sobre o espetáculo em cartaz na Casa do Teatro do Grupo Armação até o final de junho. &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lá&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, monólogo de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gerson Prax&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, dirigido por &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Wlady Soares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, com texto de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sérgio Jockymann&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Nele, encontramos o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dr. Raul&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, preso em uma situação embaraçosa: trancado num banheiro, com o trinco na mão e sem ninguém para ajudá-lo a sair dali. Esta situação, claro, é um pretexto para que possamos ir conhecendo um pouco mais da personalidade e dos conflitos da vida desta personagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ator e o dramaturgo, embora morem em Florianópolis, ainda não são muito conhecidos por aqui, talvez por serem esta suas primeiras encenações na cidade. O mesmo não se pode dizer de Wlady Soares, que nos últimos tempos também realizou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Feitiço Andaluz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, com atuação de Margarida Baird e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Foi Bom Pra Você?,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; com textos de Luiz Fernando Verissimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;30 anos passaram-se desde a escrita do texto. 30 longos anos. Naquele tempo ainda não havia celulares, laptops, wireless. Naquele tempo ainda se morria de medo de ser "trancado" em algum lugar por "alguém" que não se podia nomear. Vários textos daquele período constrõem situações semelhantes à este espetáculo. Naquele tempo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sensação que tive do espetáculo é que estava assistindo à um trabalho que havia parado no tempo. Teatrão!!! Como se costuma falar pejorativamente. Eu, honestamente, não vejo problema nenhum em se fazer um teatro à moda antiga, de maneira eficaz. Mas, neste trabalho, o que não parece fazer sentido é o conjunto colocado em cena. O figurino é correto, mas pobre de significado. Naturalista, quando o cenário segue por outro caminho. A iluminação não contribui para criar nenhuma linguagem: afinal de contas, qual o tamanho desta "privada"? Ou isso não importa? Qual o tamanho da prisão imposta àquela pessoa que vemos em cena? Porque, em alguns momentos a luz é tão branca que chega a ofuscar os olhos e em outros ganha tons de vermelhos? Isso deveria significar algo?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho de Gerson Prax é dedicado. Em sua terceira apresentação. Acredito que ainda irá ganhar muito em timing e aprofundar algumas relações com o público que já se insinuam , mas não terminam de serem realizadas. O texto, mesmo que não se proponha a um tour-de-force, tem momentos engraçados e que surpreendem a platéia. Um bom divertimento. A direção é que, no todo, carece de maior trabalho para fazer com que o espetáculo não fique lá, no século passado!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-2632091322707078486?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/2632091322707078486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=2632091322707078486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2632091322707078486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2632091322707078486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/06/l-onde.html' title='Lá. Onde?'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RndLKYRQCoI/AAAAAAAAAFU/eUsV146YKyw/s72-c/l%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-6490922275871099132</id><published>2007-05-28T19:51:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T20:04:47.574-03:00</updated><title type='text'>A Vó Danada e os Netinhos Ignorantes (*)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RlteC56z_iI/AAAAAAAAAFM/p_GHAnVbXvA/s1600-h/0donalda.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069749209535872546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RlteC56z_iI/AAAAAAAAAFM/p_GHAnVbXvA/s320/0donalda.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;(*) por Wander Cairo Levy &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;retirado do site: &lt;a href="http://www.acontecendoaqui.com.br/at_426.php" target="_top"&gt;http://www.acontecendoaqui.com.br/at_426.php&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;28-05-07 - Antes de mais nada, acessem o blog da Vovó Danada (&lt;a href="http://www.blogdavovodanada.blogspot.com/"&gt;clique aqui!!!&lt;/a&gt;) para entender completamente o que estou dizendo nesse artigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escrito por um anônimo redator das antigas, tenho dois ou três suspeitos, o blog aborda o mundo sem glamour da propaganda paulista: os bastidores, os falsos mitos, as sacanagens, as brigas egoísticas, etc. São temas que dificilmente poderiam ser destacados nos veículos, colunas e sites que falam sobre propaganda, porque são assuntos que, de certa forma, vão contra o negócio. Afinal, não é do interesse do mercado saber que, por trás de uma premiação profissional, existe uma briga horrorosa pelo troféu. Ou que os brilhantes criativos são um bando de infantis egos desinflados por uma política de resultados que os obrigam a passar mais de doze horas na agência em busca de nada. Os temas abordados pela Vovó Danada são cruéis, mas não é sobre isso que quero falar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Vovó late, os netinhos mordem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais impressionante do blog é o volume de comentários para cada post. Freqüento blogs do mundo inteiro e jamais vi uma avalanche assim. Na última semana, após uma postagem normalzinha sobre os rumores da possível ida de um criativo para uma das mais famosas agências brasileiras, o blog registrou mais de 200 comentários. E é aí que eu quero chegar. Se o volume impressiona, o conteúdo dos comentários é assustador. Primeiro, porque mostra o nível de ignorância dos jovens criativos do principal mercado do país. Linguagem chula, erros crassos de português, absoluta falta de capacidade de exposição de raciocínio e vocabulário limitado são dominantes da maioria das mensagens. Segundo, uma característica que tenho notado há algum tempo em palestras e debates: a quase totalidade dos comentários não tem absolutamente nenhuma ligação com o assunto tratado pelo bloguista. Parece que as pessoas querem ouvir a si mesmas e não necessariamente discutir um tema. O terceiro ponto, para mim o mais importante, é o nível de frustração desses jovens profissionais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Netinhos órfãos de pai e mãe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém em sã consciência pode questionar a importância de alguns profissionais, como o Nizan ou o Marcio Moreira, para a valorização da criação na propaganda brasileira. Os netinhos não só podem, como acreditam que esses caras são o lixo da profissão. O Márcio Moreira, para quem não sabe, foi o primeiro profissional de criação do Brasil a fazer uma vitoriosa carreira internacional. Isso quando os netinhos ainda eram projetos de vida e a vovó era uma mamãe que dirigia uma das principais equipes criativas que o mercado já teve (se ela realmente é quem eu suspeito que é). Pois bem, esses rapazes e moças que mal (ou mau?) iniciam seu histórico profissional se sentem no direito de descer o pau em todos os criativos que fizeram e fazem o melhor da propaganda brasileira. Por quê? Provavelmente, porque são arrogantes, monossílabos e totalmente frustrados pela incapacidade de gerar alguma coisa melhor do que os márcios e nizans produziram em suas longas carreiras. Certamente, esses garotos e garotas imaginam que, ao bater naqueles que deveriam ser seus ícones de inspiração, estão abreviando a sua longa jornada para a consagração. Ledo engano: só quem faz história pode fazer parte da história. O resto é coadjuvante &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(*) Wander Cairo Levy é diretor de criação da Fórmula Comunicação &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-6490922275871099132?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/6490922275871099132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=6490922275871099132&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/6490922275871099132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/6490922275871099132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/05/v-danada-e-os-netinhos-ignorantes.html' title='A Vó Danada e os Netinhos Ignorantes (*)'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RlteC56z_iI/AAAAAAAAAFM/p_GHAnVbXvA/s72-c/0donalda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-3079683855230606680</id><published>2007-05-12T10:52:00.000-03:00</published><updated>2007-05-12T13:55:15.671-03:00</updated><title type='text'>Sobre o exercício da crítica e do criticado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RkXWMVdQgSI/AAAAAAAAAFE/QCxDv9FqZjA/s1600-h/0c.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063688863454626082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RkXWMVdQgSI/AAAAAAAAAFE/QCxDv9FqZjA/s400/0c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muitas pessoas me perguntam qual o motivo de permanecer "anônima" enquanto estou mantendo um Blog e um Fotolog que faz comentários sobre os espetáculos que assisto na cidade de Florianópolis. Algumas vezes esta pergunta vem como um questionamento mesmo, noutras com um sentimento de desaprovação e já houveram casos que o interlocutor compreendia esta "estratégia".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta semana que passou reafirmei a minha compreensão sobre a cidade e o meu intuito de continuar no anônimato. Das mais de 100 (cem) visitas recebidas em ambas as páginas, apenas 02 (duas) se detiveram a escrever algo que estava, de alguma maneira, relacionada com o comentário. Vários dos visitantes simplesmente passaram , leram e seguiram o seu caminho (o que, pelo menos, é uma opção clara). Houve uma quantidade imensa que não ficou satisfeita com o comentário e resolveu se "pronunciar". Ótimo, este é mesmo o objetivo desses espaços. Mas, ao invés de discordar, discutir e debater, resolveram xingar, ameaçar e exercer o livre direito de não contribuir com nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Houve muitas críticas quanto a qualidade da escrita, sem no entanto propor nenhum tipo de alternativa. Houve muitas críticas a qualidade do meu "português", sem no entanto estarem escritas em um "razoável" português. Houve muitíssimas críticas em relação ao meu anônimato, sem no entanto terem sido feitas por pessoas reais, mas sim por "curioso", "resposta ao curioso", "eu sei quem vc é", entre outros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No cabeçalho do Blog (que se repete no fotolog com pequenas modificações) está descrito com bastante exatidão à que se propõe o mesmo: "Este blog foi criado como um espaço de reflexão sobre o fazer teatral. Para pensar sobre os espetáculos de artes cênicas vistos por esta que vos escreve, &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;sem nenhuma metodologia de escolha ou análise&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;... por sorte ou azar. Contém a descrição de minhas &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;sensações&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em relação ao que tive acesso. São pequenas resenhas, que contém &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;opiniões pessoais&lt;/strong&gt;! &lt;strong&gt;Sem impor verdades!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Está &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;aberto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; à questionamentos e críticas. Será um prazer dividí-lo com vocês." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;* Os grifos foram colocados nesta reprodução do texto para tentar deixar mais claro ainda minhas intenções quando da criação do mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há nenhum compromisso acadêmico de minha parte ao escrever estes comentários (por isso, não estou preocupada com estrutura pré-requisitos, citações, etc). Eu realmente não sabia que escrevia, segundo dizem, um português tão ruim. Eu tento escrever os comentários logo após assistir aos espetáculos e talvez por esta razão alguns comentários vêm com alguma certa "paixão". Eu, sinceramente, tento não ser tendenciosa ao escrevê-los. Embora acredite que é impossível não deixar meu gosto pessoal interferir na minha escala de valores sobre um ou outro espetáculo. Sempre tento levantar pontos positivos e pontos negativos de cada espetáculo. Respeito ao trabalho dos grupos tem sido a palavra chave do meu trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, com excessão de Jefferson Bittencourt, nenhum outro diretor de teatro ou participante de alguns espetáculo comentado se interessou em discutir o que estava escrito. Alguns se limitaram a agradecer o comentário, outros, nem isso. Porque?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se podemos dizer que o "crítico" (o que não é o meu caso, pois não tenho formação para tal) é um artista frustado, que se mantém alimentado por causar a "desgraça" alheia, destilando sua incompetência sobre o pobre artista e causando polêmicas para inflar o próprio ego; também podemos dizer o artista é um egocêntrico incurável, que não admite discutir sua obra de arte perfeita e irretocável, que não admite críticas porque elas foram feitas no sentido de tolher sua expressividade e a manifestação mais íntima de sua genialidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por favor: Vamos deixar os clichês de lado!&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Assim como a minha escrita pode melhorar (e muito!), também podem os espetáculos produzidos em Florianópolis e Santa Catarina evoluírem em muitos sentidos. Podem e devem deixar de ser permissivos com seu processo e sua construção. Podem e devem ser revistos após sua estréia. Não porque "Eu" disse isso, mas porque é o caminho natural do encontro com o público. O espetáculo só é realmente testado quando encontra a resposta do público. Só encontra seu sentido quando é realizado perante seus espectadores à cada apresentação. E nem todos os espectadores vão gostar completamente do seu espetáculo! Assim como nem todas as pessoas gostam do que eu escrevo.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Num mundo tão marcado pela violência e pela falta de sentido, não seriam os artistas os que primeiro deveriam tentar encontrar uma resposta para o que está acontecendo? Não seriam os artistas os primeiros a tentar deixar de ser intransigentes e buscar o diálogo sobre todas as coisas? Qual o papel do artista, afinal? Ficar se debatendo por picuinhas e "anônimatos" eu tenho certeza que não é!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-3079683855230606680?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/3079683855230606680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=3079683855230606680&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3079683855230606680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3079683855230606680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/05/sobre-o-exerccio-da-crtica-e-do.html' title='Sobre o exercício da crítica e do criticado.'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RkXWMVdQgSI/AAAAAAAAAFE/QCxDv9FqZjA/s72-c/0c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-8805218374260301463</id><published>2007-05-06T21:50:00.000-03:00</published><updated>2007-05-07T21:35:33.898-03:00</updated><title type='text'>O Rouxinol Infantil</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rj5_S1dQgRI/AAAAAAAAAE8/l9MIT31OHPc/s1600-h/rpuxinol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5061622992775184658" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rj5_S1dQgRI/AAAAAAAAAE8/l9MIT31OHPc/s400/rpuxinol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é de hoje que os artistas de Teatro têm levantado vários questionamentos sobre a qualidade dos espetáculos voltado à um público específico: as crianças. Vários movimentos têm sido feito no sentido de discutir a produção realizada no país, desde a criação de festivais e mostras voltadas exclusivamente para as crianças (corrente da qual o Festival Isnard Azevedo deste ano destoou completamente!), até a não utilização do adjetivo "infantil" que acabou virando um termo que, as vezes, soa pejorativo. O dicionário Aurélio coloca o termo infantil, entre outras coisas, como sinônimo de ingênuo, simples e tolo. Não é a toa que os artistas têm preferido utilizar os termos "infância", "para crianças" e "juventude". Longe de querer parecer ser politicamente correta, acredito que a mudança desta nomenclatura busca querer traduzir uma mudança de comportamento em relação à produção voltada para os pequenos. Uma produção que, hoje em dia, não é mais vista somente como um passo para o aprendizado do ator amador, que estaria aprendendoa atuar no teatro infantil para depois fazer Teatro de verdade para os adultos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como essa ainda não é uma prática tão amplamente discutida, nem uma regra, não me preocupei quando encontrei o termo infantil na divulgação do espetáculo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;O Rouxinol do Imperador&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, em cartaz no Teatro da Ubro, as 16h, até o próximo final de semana com o grupo &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;A Patota do Teatro&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo é um reconto do original de Hans Christian Andersen com toques de meta-teatro, onde dois contadores (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Gustavo Bierberbach&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mariana Coral&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) são auxiliados por um Mestre (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cacá Corrêa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, também diretor do espetáculo) para levar adiante a história de um Imperador Chinês intrigado com a existência de um tesouro que ele não conhece em suas terras. Assim que ele se dá conta da beleza do Rouxinol encanta-se, mas logo troca o verdadeiro por um artificial recebido de presente do Imperador Japonês. Quando o brinquedo novo estraga-se, o Imperador dá valor ao Rouxinol verdadeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A concepção do espetáculo está apoiada nesta influência chinesa. Toda a cenografia (assinada pelo grupo), a trilha sonora (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jack Moa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) e o figurino (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Zazá Corrêa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) são coerentes com a idéia central da montagem. O espetáculo recebe um acabamento profissional em todas as áreas e linguagens pela qual se aventura, com excessão, talvez, das formas animadas que poderiam ganhar em expressividade e maior apuro na manipulação. O elenco masculino demonstra ter bastante energia e conhecimento sobre como se colocar em cena.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu poderia ficar falando bastante tempo sobre as qualidades e os pequenos detalhes a serem revistos no trabalho, mas, e infelizmente há um imenso "mas", sou obrigada a me ater à algo que talvez faça com que todo o trabalho anterior tenha sido uma grande perda de tempo: a visão sobre o infantil!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo peca gravemente numa visão equivocada sobre a criança. Impõe uma maneira estereotipada de interpretar de maneira infantilizada e acaba caindo em vários clichês já bastantes conhecidos de quem costuma frequentar o teatro feito para crianças no Brasil. Ao mesmo tempo em que os textos ditos pelo Mestre indicam equívocos na contação dos discípulos, esses equívocos aparecem com força total na direção do espetáculo. Excesso de movimentação com pouco sentido, uma certa histeria na interpretação dos discípulos, excesso de informação verbal, falta de limpeza na cena são algumas das armadilhas nas quais facilmente se cai neste tipo de trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo devia confiar mais na inteligência das crianças, assim como confia no momento em que realiza com elas a dobradura de papel. Mais ensaios na parte final do espetáculo também o deixariam mais ágil, não deixando com que nos dispersemos na parte mais interessante do trabalho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Da forma como está este Rouxinol acaba nos parecendo muito infantil, no mal sentido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* foto retirada do site www.hagah.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-8805218374260301463?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/8805218374260301463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=8805218374260301463&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/8805218374260301463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/8805218374260301463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/05/o-rouxinol-infantil.html' title='O Rouxinol Infantil'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rj5_S1dQgRI/AAAAAAAAAE8/l9MIT31OHPc/s72-c/rpuxinol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-8793790814657012891</id><published>2007-04-16T18:08:00.000-03:00</published><updated>2007-04-17T00:55:40.059-03:00</updated><title type='text'>OTIMISMO!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiRBBqMH-gI/AAAAAAAAAE0/9sj-y6HkJrE/s1600-h/439977183_19c60c8be2_b.jpg"&gt;&lt;em&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054236178577357314" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiRBBqMH-gI/AAAAAAAAAE0/9sj-y6HkJrE/s400/439977183_19c60c8be2_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Um balanço pessoal do Festival Isnard Azevedo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após dois dias do término do Floripa Teatro, ainda estou me refazendo fisicamente e mentalmente da maratona que foram esses oito dias. Dos 33 espetáculos anunciados, 02 foram cancelados, 06 eu perdi e 25 eu assistí. Um média de 03 espetáculos por dia. Ufffa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se, numéricamente esta edição superou a edição de 2005, o mesmo se pode dizer da qualidade dos espetáculos. Saiu-se bastante menos enfadado dos espetáculos neste ano do que daquela edição. E o festival foi para as ruas, para as escolas, passou a interferir um pouco mais no cotidiano da cidade. É um festival ideal? Ainda não, e creio que nunca será. Afinal, sempre teremos coisas nas quais poderemos dar sugestões e buscar torná-las mais interessantes. E talvez esse seja um dos principais passos a ser dados pela organização: entender que um festival de teatro é um organismo vivo, que talvez tenha que ser re-formatado a cada ano, de acordo com as necessidades da cidade e com produção teatral do país. Desistir de uma vez desse formato competitivo retrógrado que, em muitos casos, afasta algumas companhias profissionais qualificadas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo: um das coisas que não consegui entender neste ano foi a não utilização do Teatro Álvaro de Carvalho. Alguns dos espetáculos da Mostra "Oficial" ficariam muito melhor se mostrados alí. Imagino que alguns grupo iriam preferir apresentar-se em duas sessões do que utilizar o palco do CIC. Talvez uma maior flexibilidade por parte da montagem das grades de apresentações poderia contribuir bastante para um formato mais abrangente de festival.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outra coisa que não parece contribuir muito é o debate. Parece servir apenas, em alguns casos, como um muro de lamentações para justificar o que não funcionou durante a apresentação, e em outros como um espaço para jogar confeti sobre o elenco que se saiu bem. Pouca coisa foi realmente aproveitável nos debates. Talvez um espaço, num outro horário, numa sala menor, com vários grupos presentes possa trazer informações mais interessantes para quem está assistindo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um outro ponto é a ausência de uma mostra dedicada exclusivamente para o teatro para Crianças. A presença de espetáculos para esse público em outras mostras não justifica a ausência da mesma. O festival parece mandar um recado, equivocado, de que este tipo de teatro não é importante para ser discutido, quando a maioria dos grandes festivais do país está se abrindo cada vez mais para ter um espaço privilegiado para os pequenos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, voltando aos espetáculos, ainda que percebamos uma melhora de qualidade, se compararmos com a edição de 2005, ainda existe uma desigualdade muito grande nos trabalhos apresentados. Se tivemos trabalhos em que era perceptível a pesquisa ou uma proposta clara (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Sombrancelha é o Bigode do Olho - Uma conferência do Barão de Itararé; Sobre Anjos e Grilos; Crimes Delicados; Nem Mesmo a Chuva Tem as Mãos tão Pequenas; ...E o Céu Uniu Dois Corações; Calendário da Pedra&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), houveram também trabalhos que estavam muito aquém das expectativas ou ainda no espaço equivocado para sua apresentação (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Casa; O Hipnotizador de Jacarés; Casa Verde; Caio Transbordado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;). A presença maciça de espetáculos ligados ao humor, principalmente clownesco, também pareceu tirar um pouco do caráter de diversidade, visto que o festival nunca se apresentou como "temático".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É verdade que essas diferenças de nível não são uma exclusividade do Isnard Azevedo, mesmo festivais maiores como o de Curitiba e o Porto Alegre em Cena apresentam este mesmo problema, mas com uma diferença: estes festivais não são competitivos e se ocupam em realizar uma amostragem das tendências do teatro brasileiro. Talvez o Floripa Teatro tenha que para pra pensar e decidir à que realmente se propõe. Decidido isto, muitas perguntas e respostas chegarão. E muitas críticas perderão a validade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro passo parece ter sido dado: Acordar o festival do imenso marasmo em que ele estava submetido. O que virá agora, só o tempo e a Fundação Franklin Cascaes, dirão. Vamos lá, OTIMISMO!!!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* Foto: Vicente Maia / WEBCLIX&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-8793790814657012891?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/8793790814657012891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=8793790814657012891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/8793790814657012891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/8793790814657012891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/um-balano-pessoal-do-festival-isnard.html' title='OTIMISMO!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiRBBqMH-gI/AAAAAAAAAE0/9sj-y6HkJrE/s72-c/439977183_19c60c8be2_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-3315359687560366692</id><published>2007-04-15T14:40:00.000-03:00</published><updated>2007-04-15T16:05:12.830-03:00</updated><title type='text'>Acabou!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O Festival Isnard Azevedo chega ao fim. Foram 08 dias de muitos espetáculos e muito público nos espetáculos. O evento parece voltar a fazer parte do calendário da cidade, mobilizando artistas, estudantes e comunidade para a apreciação do fenômeno teatral. Muita coisa pode ser pensada e discutida a partir do formato do festival experimentado neste ano, mas eu vou deixar para um próximo texto um balanço do festival. Hoje, vou me limitar a falar sobre os últimos espetáculos que assisti e a comentar um pouco da premiação. Vamos lá:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJtu6MH-dI/AAAAAAAAAEc/W3Nl0BSwliU/s1600-h/esp_casaverde1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053722384524638674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJtu6MH-dI/AAAAAAAAAEc/W3Nl0BSwliU/s400/esp_casaverde1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei o último dia assistindo ao espetáculo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Casa Verde&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do grupo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Milongas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; vindo da cidade do Rio de Janeiro, RJ. Um espetáculo difícil que parte do conto O Alienista de Machado de Assis para compor sua dramaturgia. Um trabalho que, segundo o próprio grupo, ainda não havia experimentado realizar uma apresentação no espaço da rua. E isso fica evidente, pois o formato escolhido, por demais verbológico, o torna cansativo e pouco criativo. Uma dura jornada para o público. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJtcaMH-cI/AAAAAAAAAEU/FoXUJXxHCIc/s1600-h/convidados_xuxu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053722066697058754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJtcaMH-cI/AAAAAAAAAEU/FoXUJXxHCIc/s400/convidados_xuxu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao meio-dia entra em cena o &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Palhaço Xuxu&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, criação de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luiz Carlos Vasconcelos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de João Pessoa, PB que apresenta o espetáculo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Silêncio Total, Vem Chegando Um Palhaço!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; Mais um palhaço para participar do Isnard Azevedo? Só que este tem um diferencial: conhece a arte mais do que os outros que já passaram por aqui e cria uma imagem com carisma suficiente para manter a platéia cativa. Criado em 1978, o palhaço Xuxu executa as mesmas gags que estamos acostumados a ver, mas nos deixa perceber uma dimensão humana profunda. Sua obsessão pela beleza, pela arrumação no cabelo, sua faceirice além de nos divertir, nos toca profundamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJw4aMH-eI/AAAAAAAAAEk/3kOmJrKVY40/s1600-h/convidados_teatrosim.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053725846268279266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJw4aMH-eI/AAAAAAAAAEk/3kOmJrKVY40/s400/convidados_teatrosim.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltando ao CIC, logo após a cerimônia curtíssima de premiação, assisti ao espetáculo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;...E o Céu Uniu Dois Corações!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; da grupo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Teatro Sim... Por que não?!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de Florianópolis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo é um autêntico melodrama, com direito à muitas lágrimas, risos e reviravoltas na trama. A diretora &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neyde Veneziano&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, especialista em teatro popular faz uma direção correta, utilizando-se de todo o seu conhecimento sobre o estilo para encaminhar o elenco* a realizar adequadamente o espetáculo. Destaques vão para a Dona Santa e Juca, que roubam a cena com seu carisma. Eu, para ser sincera, acho o espetáculo um pouco longo. Acredito que seria possível criar soluções mais criativas para as trocas de cenários sem a necessidade de ser didático, no sentido de que "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;é assim que se procede no Circo Teatro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;", embora tenha ficado apaixonada pelo vendedor de amendoim. E esse didatismo também aparece na construção de alguns personagens, principalmente na dupla de vilões e na intrepretação do Pai de Nelly. No todo o espetáculo funciona. O público, principalmente no final, participa da catarse proposta pelo grupo na belíssima e kistch aparição do casal no céu. É impossível não deixar de brotar um sorriso cúmplice no desejo de, finalmente, encontrar a felicidade!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A premiação não me causou muitas surpresas! Na categoria adulto, foram reconhecidos os dois espetáculos que mais funcionaram com o público: Melhor Espetáculo, Atriz, Cenografia e Trilha Sonora para &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Débora Finochiaro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e seu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sobre Anjos e Grilos &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e Melhor Direção, Ator e Juri Popular para &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marcio Vito&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e seu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Barão de Itararé&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Na categoria de Rua, venceu a força da idéia de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;André Carreira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e seu &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Quixote&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que ainda levou Melhor Ator, Atriz e Direção. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Perfeição – Quando a Tempestade Nasce das Luzes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de SP ficou com o prêmio de Juri Popular (este foi o único espetáculo que não consegui assistir nesta mostra).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*o site &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.floripateatro.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.floripateatro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; não disponibilizou os nomes do elenco deste espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;** fotos retiradas do site &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.floripateatro.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.floripateatro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; .&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-3315359687560366692?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/3315359687560366692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=3315359687560366692&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3315359687560366692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/3315359687560366692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/acabou.html' title='Acabou!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiJtu6MH-dI/AAAAAAAAAEc/W3Nl0BSwliU/s72-c/esp_casaverde1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1843970864963139804</id><published>2007-04-14T01:43:00.000-03:00</published><updated>2007-04-14T15:14:59.065-03:00</updated><title type='text'>Vem chegando o Final...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Praticamente todas as mostras do Festival Isnard Azevedo terminaram nesta sexta-feira. Para o sábado ficou o último espetáculo da Mostra de Rua e os espetáculos convidados. Ainda tive tempo de assistir a 03 espetáculos e o projeto 3x1, ou seja, somei 06 trabalhos! Haja cabeça para pensar tanto sobre teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBeWaMH-YI/AAAAAAAAAD0/a4FVW_MVghE/s1600-h/esp_mane3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053142520990005634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBeWaMH-YI/AAAAAAAAAD0/a4FVW_MVghE/s400/esp_mane3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu dia começou com o espetáculo solo da Sessão Pipoca &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Precisa-se de um Mané&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;La Cascata Cia. Cômica&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de São Paulo, SP. E, se você vem acompanhando o que tenho escrito por aqui, já sabe como estou em relação aos clowns e palhaços neste festival. Pois este espetáculo segue a cartilha de todos os outros que se apresentaram por aqui: uma boa produção, uma palhaço razoavelmente bem preparado (o ator &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marcio Douglas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que também dirige o espetáculo) e a repetição de algumas gags já bastante conhecidas pelo público.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta situação me lembra o que aconteceu com os espetáculos folclóricos há bem pouco tempo atrás: a saturação e repetição da forma foi tanta que algumas pessoas quando sabem do que se trata fazem questão de passar longe do teatro. E tudo isso feito com a desculpa de se "manter a tradição", quando na verdade o que acontecia era um empobrecimento de um trabalho rico, que deveria estar se relacionando com o mundo de hoje e recriando-se continuamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, voltando ao espetáculo, este também sofre com uma certa simplificação na dramaturgia. Estamos acostumados com um fio de história para dar lugar às gags, mas os fios parecem estar ficando cada vez mais curtos. Como a história não é muito enriquecedora, acaba-se por alongar os tempos, deixando o espetáculo um pouco arrastado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBi6KMH-aI/AAAAAAAAAEE/C0VcXpoQSjQ/s1600-h/esp_nemmesmo1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053147533216840098" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBi6KMH-aI/AAAAAAAAAEE/C0VcXpoQSjQ/s400/esp_nemmesmo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Encerrando a Mostra Paralela tivemos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nem Mesmo a Chuva Tem as Mãos Tão Pequenas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, com o grupo de Florianópolis &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Persona Cia de Teatro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo, criado a partir do texto semi-auto-biográfico &lt;strong&gt;The Glass Menagerie&lt;/strong&gt;, escrito em 1944 por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tenessee Williams&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, trata de uma família em profunda crise de relacionamento. O pai se foi, deixando mulher e um casal de filhos sós, causando um processo de desintegração pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os textos de Williams são famosos pela maneira como transmitia uma vivida tensão sexual e violência reprimida, tratando seus personagens com ironia e compaixão. Dentre a longa lista de textos escritos por ele destaca-se também &lt;strong&gt;Um Bonde Chamado Desejo&lt;/strong&gt;, que ganhou versão cinematográfica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A montagem florianopolitana é fiel aos preceitos do original, principalmente no que diz respeito ao tratamento dado aos personagens. A direção (de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jefferson Bittencourt&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) acerta em escolher uma encenação não-naturalista para a obra (o que seria completamente desnecessário) mas apoia-se sobre uma interpretação realista dos personagens (ou, pelo menos algo muito próximo disto). A personagem da filha recebe um tratamento de muita compaixão (tanto do ator quanto do diretor) e a atriz &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gláucia Grigolo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; mantém um trabalho sob medida e com carisma suficiente para dar suporte a ela. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Higor Lima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; me pareceu mais confortável na temporada de estréia, dando lugar a um certo formalismo nessa ultima apresentação. E particularmente, eu discordo do tratamento dado aos personagens por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Malcon Bauer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Melissa Pretto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Acho que a mãe peca ao não ser mais sutil, criando uma personagem muito caricata. E o irmão poderia deixar de ser uma figura meio retorcida, investindo mais no que acontece entre as ações e não no resultado delas na cena. No todo o espetáculo funciona.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBsOaMH-bI/AAAAAAAAAEM/R9Br3geAg8c/s1600-h/esp_flor2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053157776713841074" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBsOaMH-bI/AAAAAAAAAEM/R9Br3geAg8c/s400/esp_flor2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Mostra Oficial fizemos uma viajem ao universo caipira com o espetáculo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Flor do Beco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; com o grupo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Teatro do Inconsciente&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Brasília, DF. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um trabalho extremamente poético, tanto na forma quanto no conteúdo, o grupo faz uma releitura da obra de Cora Coralina e Monteiro Lobato. A direção (de &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marcelo Alves &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Débora Aquino&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) acerta nas escolhas formais, criando um espetáculo de grande beleza visual, sem trejeitos folclorísticos e criando uma suspensão no ritmo urbano ao qual estamos acostumados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história fala de três gerações de uma família de mulheres, seu modo de viver e de se relacionar com o mundo. O elenco (&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Daniela Vasconcelos, Giselle Ziviank, Leila Raquel&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Letícia Abadia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) é extremamente afinado, criando momentos vocais belíssimos, mas alguns momentos revelam-se por demais formais, tirando um pouco a força da encenação. Acredito que o espetáculo se sairia muito melhor num espaço menor e mais adequado do que o imenso Teatro Ademir Rosa. Vale ressaltar o trabalho da iluminação (de Moisés Vasconcellos) e os figurinos, simples e criativos (de Tatiana Tiburcio e Andréia Alfaia).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, minha noite teria acabado aí, como normalmente acontece, se eu não tivesse esticado até ao CEART /UDESC para assistir ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Projeto 3X1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. São três espetáculos curtos criados por alunos de artes cênicas e unidos num programa de uma hora. Os trabalhos revelam-se ainda muito embrionários, mas é possível perceber que quando os alunos tem um texto mais consistente (no caso: &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Palavras, palavras, palavras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;David Ives&lt;/strong&gt;) tem mais chance de dar uma forma que já poderia começar a ser mostrada ao público.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*fotos retiradas do site &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.floripateatro.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.floripateatro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.personateatro.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.personateatro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; .&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1843970864963139804?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1843970864963139804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1843970864963139804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1843970864963139804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1843970864963139804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/vem-chegando-o-final.html' title='Vem chegando o Final...'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RiBeWaMH-YI/AAAAAAAAAD0/a4FVW_MVghE/s72-c/esp_mane3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1655281847324604473</id><published>2007-04-13T00:22:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T11:01:35.602-03:00</updated><title type='text'>Circo, Palhaços e Um Sopro de Contemporâneidade!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A estética circense parece ter tomado o festival Isnard Azevedo de assalto. Por todo lado que se olha tem um palhaço ou um picadeiro pronto para se encontrar com você. Resta saber se esse é o verdadeiro panorama do Teatro Brasileiro ou se foi uma casualidade tantos grupos que trabalham com esta linguagem estarem participando do festival. Até o final da semana ainda teremos a chance de ver mais espetáculos com clowns, o que faz com que, talvez, alguns espetáculos saiam prejudicados no saldo de meus comentários. Ora, quanto mais a quantidade de oferta, maior o nível de exigência e, até o momento, nenhum espetáculo desta linguagem apresentou um grande diferencial.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8X16MH-VI/AAAAAAAAADc/qcXvTffKewk/s1600-h/esp_mestre1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052783521853602130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8X16MH-VI/AAAAAAAAADc/qcXvTffKewk/s400/esp_mestre1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nossa ida ao circo começou na Mostra Cena Aberta com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Farsa do Mestre Pathelin&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, vindo de Joinville, SC o espetáculo da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dionisos Teatro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; coloca em cena uma das farsas que, acredito eu, deva ser um dos textos mais montados no teatro. A direção de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Silvestre Ferreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; coloca o espetáculo, arbitrariamente, em uma estética circense, trazendo os elementos mambembes à cena. A história todos devem conhecer e trata da antiga máxima de "ladrão que rouba ladrão", infelizmente pratica bastante atual. Como destaque no elenco aparece o carisma de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Clarice Steil Siewert&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; que junto com &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Andréia Malena Rocha, Eduardo Campos&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Hélio Muniz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; se aplicam para dialogar com o público. O trabalho musical se insinua como algo que poderia resultar interessante, mas parece ficar no meio do caminho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8YJqMH-WI/AAAAAAAAADk/DSJJai92jbs/s1600-h/esp_hipno3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052783861156018530" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8YJqMH-WI/AAAAAAAAADk/DSJJai92jbs/s400/esp_hipno3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chego, então ao Largo da Alfândega e já encontro o picadeiro montado para &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Hipnotizador de Jacarés&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, espetáculo do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Circo Girassol&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, o último de Porto Alegre, RS a se apresentar na Mostra de Rua nesta edição do festival.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na minha opinião, esse espetáculo não foi concebido para a rua e isso não necessariamente tem a ver com a utilização de uma formação para palco italiano. Tem a ver com a maneira como os atores (&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Débora Rodrigues, Heinz Limaverde, &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e com destaque para &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tuta Camargo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) jogam e se utilizam do fenômeno da rua ou, no caso, não se utilizam. Os personagens estão muito bem montados, de acordo com os preceitos das gags dos palhaços tradicionais. A produção do espetáculo é primorosa. Figurinos, direção de arte (ambos de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Daniel Lion&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) e cenografia (de &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Marco Fronkoviack&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; e&lt;/span&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dilmar Messias&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;, que também dirige o espetáculo) são perfeitos e irretocáveis. Mas, o timing do espetáculo parece não se adequar com o espaço e uma já conhecida sensação de "mais do mesmo" nos retorna durante toda a apresentação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8YZKMH-XI/AAAAAAAAADs/TFHH8Z-CYzA/s1600-h/esp_anjos3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052784127443990898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8YZKMH-XI/AAAAAAAAADs/TFHH8Z-CYzA/s400/esp_anjos3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E assim, ávidos por algo distinto chegamos à apresentação na mostra oficial de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sobre Anjos e Grilos - O Universo de Mario Quintana&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, espetáculo multimídia vindo de Porto Alegre, RS com a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Companhia de Solos &amp;amp; Bem Acompanhados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E, na minha opinião, temos enfim um pequeno sopro de contemporâneidade no Isnard Azevedo deste ano. Aspecto este que advem muito menos da utilização das projeções, imagens e mais pelo caráter de experimentalidade do projeto. A busca de uma abordagem mais próxima do performático da atriz &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deborah Finocchiaro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, que em alguns momentos lembra Denise Stoklos em cena, não pela forma, mas sim pela postura criadora. Talvez pudéssemos questionar se a direção de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Jessé Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Deborah Finocchiaro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; não se torna um pouco inventiva e excessiva demais, suplantando o poeta. Mas, ao meu ver, a poesia e a postura libertária, quase anarquista, de Mario Quintana dão essa permissão. A essência do poeta está ali, sem o ranço da declamação que, com certeza, deixaria o espetáculo enfadonho. Outro ponto a ser destacado é a beleza das imagens produzidas por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zoravia Bettiol&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Verdadeiros achados pela beleza do traço e pela capacidade de síntese de vários elementos encontrados na obra do poeta. Alguns poemas, mesmo que não estejam sendo ditos na cena, aparecem, quase que arrancados de nosso inconsciente, por estas belíssimas imagens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez, se o festival estivesse oferecendo uma maior diversidade de linguagens, este espetáculo não teria esse caráter tão distinto. No Isnard Azevedo deste ano, pareceu um copo de água no meio do deserto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* fotos retiradas do site &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.floripateatro.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.floripateatro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; .&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1655281847324604473?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1655281847324604473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1655281847324604473&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1655281847324604473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1655281847324604473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/circo-palhaos-e-um-sopro-de.html' title='Circo, Palhaços e Um Sopro de Contemporâneidade!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh8X16MH-VI/AAAAAAAAADc/qcXvTffKewk/s72-c/esp_mestre1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-2058236540025585625</id><published>2007-04-12T10:34:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T10:45:50.850-03:00</updated><title type='text'>Mãos à Obra! Muitos espetáculos para ver!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia de muito trabalho no Festival Isnard Azevedo. Hoje assisti a cinco espetáculos. Além dos que comumente assisto (Rua, Paralela e Oficial), assisti a dois espetáculos da mostra Cena Aberta, que realizam apresentações gratuitas em diversos pontos da cidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4ct6MH-QI/AAAAAAAAAC0/lsZqOkL4Mx8/s1600-h/esp_anexins4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052507406996076802" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4ct6MH-QI/AAAAAAAAAC0/lsZqOkL4Mx8/s400/esp_anexins4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei o dia com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Amor por Anexins&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do grupo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cirquinho do Revirado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, de Criciúma, SC. Realizado em arena, com o casal protagonista (&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Yonara Marques &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Reveraldo Joaquim&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;) em pernas-de-pau, o grupo se sai muito bem com o texto extremamente esquemático de Arthur Azevedo. Uma produção esmerada que se apoia no carisma do elenco para contar a história de um velho solteirão, viciado em anexins (ditos populares) que é loucamente apaixonado por uma mulher gananciosa. Um belo momento do espetáculo é a "ode ao dinheiro", onde percebemos que o vale tudo pelo capital não é uma coisa tão nova assim na história do país. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Logo em seguida corro para a praça XV onde vem chegando de Canoas, RS mais um espetáculo de rua, com o grupo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;De Pernas Pro’ar&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Desta vez, na verdade, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Lançador de Foguetes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; está mais para uma intervenção do que própriamente espetáculo. Um cibernético personagem interpretado pelo ator e diretor &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luciano Wieser&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; chega com um triciclo sonoro e realiza números circenses buscando a interatividade com o público. Uma boa idéia e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4eiaMH-RI/AAAAAAAAAC8/ro209R9p_9M/s1600-h/esp_mulher2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052509408450836754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4eiaMH-RI/AAAAAAAAAC8/ro209R9p_9M/s400/esp_mulher2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na mostra de Rua, também do Rio Grande do Sul, só que desta vez de Porto Alegre, apresenta-se &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Mulher que Comeu o Mundo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Usina de Trabalho do Ator&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O espetáculo gira em torno de uma mulher que come tudo que lhe aparece pela frente, desde pãezinhos até objetos, pessoas, marido, platéia e a si mesma. Metáfora de uma compulsão pelo consumo, de uma ambição desmedida, da falta de limites experimentada nos dias de hoje, o espetáculo serve para várias reflexões. Como ponto alto os figurinos criativos (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chico Machado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;), o trabalho musical/vocal (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Flávio Oliveira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marlene Goidanich&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) e o bom uso das máscaras pelo elenco (&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Celina Alcântara, Ciça Reckziegel, Dedy Ricardo, Gilberto Icle, Gisela Habeyche&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Thiago Pirajira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) dirigidos por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gilberto Icle&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. O único senão vai para a dramaturgia, que poderia ser mais precisa e um pouco menos hermética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4kRKMH-SI/AAAAAAAAADE/0kuzmKoGewI/s1600-h/esp_santa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052515709167860002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4kRKMH-SI/AAAAAAAAADE/0kuzmKoGewI/s400/esp_santa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Na Mostra Paralela chego ao meu quarto espetáculo do dia: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Santa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do grupo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Formas Humanas Animadas&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, daqui de Florianópolis. Uma criação de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gilbas Piva&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (texto, direção, cenografia, iluminação e figurino) com atuação de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Milena Moraes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que também nasceu como um trabalho para a universidade e ganhou corpo de espetáculo, independente de sua origem. O espetáculo tem um bom acabamento e produção. Sua dramaturgia é bem realizada, clara (sem ser óbvia) e propondo mergulhos numa cena não necessariamente realista. A história contada é de uma mulher de trinta anos metódica, infeliz e virgem até o dia que recebe uma visita inesperada que a faz mudar sua visão do mundo. De uma mulher fria e insensível à um poço de amor e tesão, mudança essa claramente marcada pela iluminação do espetáculo. Como um grande senão no espetáculo está a direção da atriz. Acredito que, por ser um trabalho que está iniciando, diretor e atriz ainda não conseguiram fazer com que seu potencial apareça no todo. Neste momento o trabalho de atuação ainda se mostra um pouco esquemático e formal, com alguns vícios já vistos em outros trabalhos seus. Uma busca de aprofundamento se faz necessária para que o texto possa aparecer com toda a sua potência no palco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4xt6MH-UI/AAAAAAAAADU/GIRSvavUP2o/s1600-h/esp_inconserto3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052530496740260162" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4xt6MH-UI/AAAAAAAAADU/GIRSvavUP2o/s400/esp_inconserto3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E, por fim, chegamos ao CIC para mais uma apresentação da mostra oficial. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;In Conserto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do Grupo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Teatro de Anônimo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, do Rio de Janeiro. Devo confessar que fui assistir ao espetáculo com uma certa expectativa. Creio que eu não fui a única, afinal o grupo é reconhecido nacionalmente e internacionalmente. Eu já havia visto, há muito tempo atrás, os espetáculos &lt;strong&gt;Roda Saia Gira Vida&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;O Pregoeiro&lt;/strong&gt; e gostei muito do que ví. Pode, desta forma, parecer injusto da minha parte, ficar comparando trabalhos do próprio grupo, mas é inevitável. Nos trabalhos anteriores o grupo (principalmente no solo de Márcio Libar), na minha opinião, conseguia evitar o mero "manter a tradição circense". Conseguia unir várias gags clássicas e resignificá-las a favor de um novo trabalho que respirava contemporâneidade. Assim, cenas que já estamos cansados de ver se tornam vivas novamente, voltam a fazer sentido a cada noite ou apresentação. No caso do espetáculo de ontem, ficamos com a sensação de ter visto um pouco de "mais do mesmo". O elenco (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;João Carlos Artigos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Márcio Libar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Shirley Britto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) tem qualidade? Óbvio que sim. Então, onde está o problema? Acredito que o maior problema do espetáculo está na sua direção, ou na falta dela. Os números criados por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nani Colombaioni&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ricardo Pucetti&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; são ótimos tijolos como matéria-prima , mas falta argamassa para uní-los e construir um espetáculo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*fotos retiradas do site &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.floripateatro.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.floripateatro.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-2058236540025585625?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/2058236540025585625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=2058236540025585625&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2058236540025585625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2058236540025585625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/mos-obra-muitos-espetculos-para-ver.html' title='Mãos à Obra! Muitos espetáculos para ver!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rh4ct6MH-QI/AAAAAAAAAC0/lsZqOkL4Mx8/s72-c/esp_anexins4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-2864872159084654857</id><published>2007-04-11T01:27:00.000-03:00</published><updated>2007-04-11T01:31:01.468-03:00</updated><title type='text'>Um Dia Dífícil no Isnard Azevedo!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhxkK6MH-PI/AAAAAAAAACs/j9y-w6PliAE/s1600-h/esp_casa1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052023020584433906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhxkK6MH-PI/AAAAAAAAACs/j9y-w6PliAE/s400/esp_casa1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nesta terça-feira tivemos um dia difícil no Isnard Azevedo. Se nos dias anteriores a pauta estava tendendo mais para o humor, ontem, o festival optou pelo drama nas mostras paralela e oficial e pelo lirismo na mostra de rua. Mas, que fique claro, não foi o gênero dos espetáculos a dificuldade, mas sim a execução dos mesmos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como sempre, primeiramente assisti à mostra de rua. &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Das Saborosas Aventuras de Dom Quixote de La Mancha e seu Fiel Escudeiro Sancho Pança – Uma História que Poderia Ter Sido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; foi o espetáculo trazido pelos goianos do grupo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Teatro que Roda&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Como o nome mesmo indica, o espetáculo propõe uma releitura do personagem criado pelo espanhol Miguel de Cervantes. Sancho Pança é um catador de papéis, Rocinante é o carrinho deste catador e um executivo meio em surto assume o papel do valente cavaleiro, lutando contra máquinas escavadeiras e bad boys. E, talvez a leitura seja até interessante, se tivessemos podido assistí-la. Não consigo dizer se faltou condução do diretor &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;André Carreira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; ou se o elenco (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Liz Eliodaraz, Dionísio Bombinha, Hugo Mor, Patrick Éster, Bimbo, Fernando Moterane, Ieda Marçal&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) não estava preparado para a empreitada em que se meteram. Da maneira como vimos este espetáculo neste festival não foi possível recolher mais do que fragmentos e idéias, que a primeira vista parecem interessantes, mas não terminam de se consolidar como espetáculo. O público, na maioria das vezes também parece desorientado. Como exemplo disso, ninguém se deu conta quando o espetáculo acabou! E a pergunta mais frequente era: Quem são essas loucas de branco que ficam correndo? Se conseguíssem ouvir o texto do Quixote, pelo menos saberíam que o nome das loucas era Dulcinéia, ou pelo menos, uma representação dela.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhxVFaMH-NI/AAAAAAAAACc/6ba9-yoUiEU/s1600-h/esp_caio1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052006433420736722" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhxVFaMH-NI/AAAAAAAAACc/6ba9-yoUiEU/s400/esp_caio1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Nosso desafio seguinte foi &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Caio Transbordado&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, espetáculo dos grupos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Anônimo Ato&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Teatro em Trâmite&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; daqui de Florianópolis. Tendo nascido de uma pesquisa pessoal e acadêmica do ator &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Rodrigo Mendes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; sobre interpretação, resultou no trabalho de conclusão de curso intitulado &lt;strong&gt;Caio Transbordado: Reflexões sobre o Corpo do Ator como Construção de Dramaturgia&lt;/strong&gt;. O espetáculo, dirigido por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;André Francisco&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, começa de maneira bastante impactante. É impossível não se impressionar com o ator, a música (de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Neno Miranda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;) e o ambiente proposto (de &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;André Francisco&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marcus Maglia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paula Kovalski&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que, quase que imediatamente, nos remete à um manicônio). Mas, após quinze minutos da apresentação, já estamos tentando, em vão, encontrar chaves para que possamos dialogar com o espetáculo. Dessa forma, uma linearidade vai se estabelecendo e acabamos por desistir de tentar compreender o que, realmente, acontece na cena. O rótulo "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;experimental&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" parece preconceituosamente pesar como uma maldição sobre o trabalho, virando homônimo de hermético e cansativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhxh5KMH-OI/AAAAAAAAACk/XZp-Q72LkJo/s1600-h/esp_casa2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5052020516618500322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhxh5KMH-OI/AAAAAAAAACk/XZp-Q72LkJo/s400/esp_casa2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E pensando em hermetismo chegamos ao espetáculo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Casa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do grupo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E(x)periência Subterrânea&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, também da cidade de Florianópolis e também dirigido por &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;André Carreira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Já havia visto o espetáculo no pequeno teatro do SESC Prainha, no final do ano passado (para saber sobre a história leia o comentário anterior em &lt;a href="http://momento-critico.blogspot.com/2006/11/invadindo-casa.html"&gt;http://momento-critico.blogspot.com/2006/11/invadindo-casa.html&lt;/a&gt;) e fui assistir ao espetáculo para ver sua evolução, além de conferir como ele se comportaria em um teatro tão grande quanto o do CIC. Plasticamente o espetáculo ganha maior impacto num espaço tão grande, já não se pode dizer o mesmo no sentido da atuação: a atuação de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Paulo Vasilescu&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que parecia tão vigorosa no teatro do SESC, aqui aparece numa medida exata; já &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Heloise Baurich Vidor&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; encontra maiores dificuldades, principalmente na projeção vocal. O hermetismo, continuou. Fui pra casa dormir, exausta!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-2864872159084654857?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/2864872159084654857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=2864872159084654857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2864872159084654857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2864872159084654857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/nesta-tera-feira-tivemos-um-dia-difcil.html' title='Um Dia Dífícil no Isnard Azevedo!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhxkK6MH-PI/AAAAAAAAACs/j9y-w6PliAE/s72-c/esp_casa1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-5663993038401207010</id><published>2007-04-10T00:42:00.001-03:00</published><updated>2007-04-10T00:42:44.230-03:00</updated><title type='text'>Começa a Maratona e, até que enfim, um pouco de humor instigante.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O &lt;strong&gt;Festival de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo&lt;/strong&gt; abriu na noite de sábado, mas a maratona começou nesta segunda-feira. Com a ampliação da quantidade de mostras, implantada este ano, é necessário fazer um grande malabarismo para poder, pelo menos, tentar assistir ao maior número de espetáculos participantes. Amplia-se a diversidade e quem sai ganhando é o público com a grande variedades de opção. Se bem que, até agora o festival parece ter optado por uma cartilha mais voltada ao humor, nas suas mais variadas formas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhqYISfGT4I/AAAAAAAAAB8/9KGuWpCj-vg/s1600-h/revolu%C3%A7%C3%A3o01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051517200218083202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhqYISfGT4I/AAAAAAAAAB8/9KGuWpCj-vg/s400/revolu%C3%A7%C3%A3o01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comecei meu dia teatral com a abertura da Mostra de Teatro de Rua, assistindo ao espetáculo &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Revolução dos Bichos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cia. 4 Produções&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de Porto Alegre, RS. Ao contrário de Florianópolis, a capital gaúcha tem uma grande tradição de espetáculos para a rua, já tendo inclusive, participado de inúmeras edições do Isnard Azevedo, assim como de festivais e mostras em todo o Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo dirigido por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Arlete Cunha&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (que também atua) optou por realizar sua apresentação fora da lona montada pela organização do festival, mantendo-se na tradição de interagir no cotidiano da cidade para contar a história (adaptada do romance homônimo de &lt;strong&gt;George Orwell&lt;/strong&gt;, de 1945) de uma revolução realizada pelos bichos de uma fazenda, lideradas pelos porcos. Porém, logo as disputas de poder, as explorações dos bichos pelos próprios bichos ameaçam o ideal do Estado Igualitário. A produção do espetáculo é bem esmerada, com destaques para as máscaras, figurinos e todo o acabamento plástico. No todo o espetáculo não convence, tendo como principal motivo a falta de tônus do elenco e talvez algumas dificuldades na adaptação do texto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhrzn6MH-MI/AAAAAAAAACU/mXt4QXOxfSM/s1600-h/crimes02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051617799009990850" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhrzn6MH-MI/AAAAAAAAACU/mXt4QXOxfSM/s400/crimes02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrindo a Mostra Paralela o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grupo Teatral Acontecendo Por Aí&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de Itajaí, SC coloca em cena um ótimo texto de &lt;strong&gt;José Antônio de Souza&lt;/strong&gt; chamado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Crimes Delicados&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Uma comédia inteligentíssima, com pitadas de teatro do absurdo, onde um casal de classe média alta está as voltas com a tentativa de realizar um assassinato. Contar mais da história seria estragar algumas surpresas, mas a inversão de valores contida no texto nos faz refletir sobre a sociedade em que vivemos, ao mesmo tempo que nos divertimos com o humor negro apresentado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com uma direção apenas correta de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pepe Sedrez&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o espetáculo ganharia mais qualidade se o elenco conseguisse dar mais verossimilidade ao texto, não se prendendo a certas empostações que nos afastam da situação proposta. Nesse sentido, a aparente banalidade utilizada pela empregada (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lenita Novaes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) nos aproxima mais do clima de pesadelo e nonsense, ao contrário do que acontece com o casal de patrões (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Luciano Estevão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Melize Zanoni&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;). O tratamento plástico é agradável, bem realizado e coerente com a concepção dada a montagem.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhqbCSfGT6I/AAAAAAAAACM/SriVfDNu6EU/s1600-h/bar%C3%A3o01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051520395673751458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhqbCSfGT6I/AAAAAAAAACM/SriVfDNu6EU/s400/bar%C3%A3o01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E, por falar em aparente banalidade, chegamos ao terceiro espetáculo de nossa maratona: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Sobrancelha É o Bigode do Olho – Uma Conferência do Barão de Itararé&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, espetáculo solo de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marcio Vito&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, dirigido por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Nelson Xavier&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e produzido pela &lt;strong&gt;KL Produções e Promoções Artísticas&lt;/strong&gt;, da cidade do Rio de Janeiro. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Numa situação aparentemente não-teatral, o Barão de Itararé nos presenteia com uma conferência sobre o otimismo, passando por outras inúmeras divagações, assuntos diversos e momentos extremamente filosóficos, tudo isso permeado por um humor ácido e crítico, algo bastante desejado quando se assiste à uma comédia. Conduzido de maneira seguríssima, o espetáculo faz com que o público aceite um outro ritmo muito distinto do qual estamos acostumados a vivenciar neste século. Cria uma suspensão no tempo. Raramente 60 minutos passam tão rapidamente dentro de um teatro. O espetáculo, ao mesmo tempo que entretém, questiona. E não seria a função do Teatro? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-5663993038401207010?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/5663993038401207010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=5663993038401207010&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/5663993038401207010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/5663993038401207010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/comea-maratona-e-at-que-enfim-um-pouco_10.html' title='Começa a Maratona e, até que enfim, um pouco de humor instigante.'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhqYISfGT4I/AAAAAAAAAB8/9KGuWpCj-vg/s72-c/revolu%C3%A7%C3%A3o01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1148700241283728970</id><published>2007-04-09T00:39:00.000-03:00</published><updated>2007-04-09T00:43:50.931-03:00</updated><title type='text'>No limite do Bom Gosto!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhmq7CfGT2I/AAAAAAAAABs/uWkKcRJm_eo/s1600-h/caquinhas02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051256388329033570" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhmq7CfGT2I/AAAAAAAAABs/uWkKcRJm_eo/s400/caquinhas02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;O Festival de Teatro de Florianópolis segue em seu segundo dia de programação. Neste domingo contou com uma palestra ministrada pelo diretor paulista &lt;strong&gt;Francisco Medeiros&lt;/strong&gt; sobre o Teatro Grupo e o Trabalho Colaborativo no Teatro e com o espetáculo &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pequenas Caquinhas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grupo Antropofocus&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de Curitiba, PR.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Pequenas Caquinhas&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é um espetáculo que busca oferecer ao público uma comédia que não se renda ao humor fácil. São pequenas cenas (as tais caquinhas do título) sem nenhuma linha lógica que as una, ou seja, sem nenhuma pretensão de contar uma história e nem mesmo de gerar algum tipo de questionamento crítico. O que temos aqui é um tipo de humor que usa a inteligência dos espectadores para terminar de construir as imagens e as gags, que quase sempre utilizam-se de elementos inusitados ou do nonsense. E o espetáculo vai empurrando o limite desse humor sempre o máximo possível, não desiste enquanto não nos faz pensar "eu não acredito que eles fizeram isso!".&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Fica claríssimo que o elenco (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Anne Chelli, Danilo Correia, Jairo Bankhardt, Marcelo Rodrigues, Vitor Hugo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) e o diretor (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Andrei Moscheto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, que também atua) sabem manipular todas as técnicas do humor com maestria. Sabe encontrar os tempos das piadas, as pausas, construir as gags e se valer de suas influências (os britânicos do Mounty Python, os argentinos, praticamente desconhecidos no Brasil, dos Les Luthiers, o desenho animado South Park, entre outros) para construir um verdadeiro caldeirão que beira o grotesco e em alguns momentos o mau gosto (sem, no entanto, cair nele!).&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhm11yfGT3I/AAAAAAAAAB0/b6WimkU2vYk/s1600-h/caquinhas03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5051268392762625906" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhm11yfGT3I/AAAAAAAAAB0/b6WimkU2vYk/s400/caquinhas03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pode-se dizer assim que o espetáculo, sem sombra de dúvida, cumpre seu papel. O que se pode, talvez, questionar é se o papel de puro entretenimento justifica o ritual de ir até o teatro. O público, aplaudindo apaixonadamente de pé, parece dizer que sim. Então, vamos embora comer uma pizza!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* As fotos foram retiradas do site do grupo: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.antropofocus.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.antropofocus.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1148700241283728970?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1148700241283728970/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1148700241283728970&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1148700241283728970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1148700241283728970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/no-limite-do-bom-gosto.html' title='No limite do Bom Gosto!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhmq7CfGT2I/AAAAAAAAABs/uWkKcRJm_eo/s72-c/caquinhas02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1150499671332815747</id><published>2007-04-08T01:16:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T07:03:54.806-03:00</updated><title type='text'>Abertura com Casa Cheia!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhi9dSfGT0I/AAAAAAAAABc/PJk566WtjC0/s1600-h/stoklos02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050995292972142402" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhi9dSfGT0I/AAAAAAAAABc/PJk566WtjC0/s400/stoklos02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Iniciou-se o 14o Festival de Teatro de Florianópolis Isnard Azevedo! Mais uma vez a cidade será palco de muitos espetáculos, oficinas, debates, palestras sobre as artes cênicas brasileiras. Um grande painel do que é produzido no Teatro Brasileiro é mostrado ao público que, se repetir o número que compareceu à abertura, lotará os teatros e espaços da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para marcar a retomada do festival convidou-se um dos grandes ícones do Teatro Brasileiro para realizar o primeiro espetáculo desta Edição. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Denise Stoklos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, criadora do &lt;strong&gt;Teatro Essencial&lt;/strong&gt;, apresenta &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calendário da Pedra&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, trabalho solo escrito e dirigido por ela (característica bastante marcante em sua produção).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calendário da Pedra&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; tem sua estrutura inspirada no poema &lt;strong&gt;Book of Anniversary&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;Gertrude Stein&lt;/strong&gt;. Uma aparente estrutura de diário que vai narrando, quase que diariamente, os acontecimentos de, segundo a autora, uma pessoa que poderia ser qualquer uma de nós. Mais claramente, o espetáculo parece demonstrar os pequenos acontecimentos cotidianos (ou a falta deles), quase banais até, mas que na somatória acabam refletindo aquilo que chamamos de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;vida&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. O tratamento, horas grotesco, horas lírico, dado à essa personagem (que somos todos nós, não esqueçamos disto) nos oferece um espelho claro e contundente sobre nossas escolhas, nossas manias, nossas maneiras de enxergar o mundo. Em alguns momentos o texto lembra algumas brilhantes criações de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dario Fo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Franca Rame&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No todo o espetáculo funciona muitíssimo bem e a platéia sai contentíssima com o que acabou de presenciar. O espetáculo está completamente apoiado sobre o trabalho histriônico de Stoklos que demonstra domínio total da cena e de sua técnica. Os recursos de cenografia, iluminação, figurino e sonoplastia são mínimos, o que torna ainda mais claro a linha da qual ele se deriva: a mímica contemporânea e o teatro dito &lt;strong&gt;&lt;em&gt;físico&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que se pode questionar, sem desmerecer o trabalho apresentado, é a ressonância que esse trabalho alcança na platéia se compararmos com outros trabalhos desta mesma intérprete. Se em &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;Um orgasmo adulto escapa do zoológico&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, o impacto do seu trabalho mímico era uma grande novidade no Brasil e na América do Sul; em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;500 anos - um fax de Denise Stoklos para Cristóvão Colombo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; o que mais chamava a atenção era a revisão crítica da história do nosso continente; assim como em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Des-Medéia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; era potente a descontrução do mito grego; sem falar em trabalhos mais recente, como &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Louise Bourgeois: Faço, Desfaço, Refaço&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vozes Dissonantes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;; é possível nos perguntarmos o que nos traz de tão essencial esse Calendário?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Talvez o festival nos aponte caminhos, ou nos traga mais argumentos para essa discussão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhi9tifGT1I/AAAAAAAAABk/SiLnbx-BuX0/s1600-h/stoklos03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050995572145016658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhi9tifGT1I/AAAAAAAAABk/SiLnbx-BuX0/s400/stoklos03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;* Fotos retiradas do site &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.denisestoklos.com.br"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;www.denisestoklos.com.br&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; , de autoria de Thais Stoklos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1150499671332815747?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1150499671332815747/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1150499671332815747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1150499671332815747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1150499671332815747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/abertura-com-casa-cheia.html' title='Abertura com Casa Cheia!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rhi9dSfGT0I/AAAAAAAAABc/PJk566WtjC0/s72-c/stoklos02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-4631003622819531785</id><published>2007-04-06T21:30:00.000-03:00</published><updated>2007-04-06T23:23:26.389-03:00</updated><title type='text'>Tudo ao Mesmo Tempo Agora!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhbqTCfGTyI/AAAAAAAAABM/ZmceoQoALjA/s1600-h/movimento6_01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050481644948311842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhbqTCfGTyI/AAAAAAAAABM/ZmceoQoALjA/s400/movimento6_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou uma especialista em dança contemporânea. É bom podermos partir deste princípio. Mas, tive algum tipo de formação na área, o que faz com que, pelo menos, tente perceber em alguns espetáculos seus princípios. Quando o espetáculo tem uma ligação maior com o teatro ou a dança-teatro, ou ainda quando tem uma dramaturgia mesmo que fragmentada, auxilia minha percepção. Quando isso não é aparente, confesso que tenho mais dificuldade em me conectar com ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fui assistir &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Movimento para 6&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; no CEART, nesta semana. Um espetáculo de dança contemporânea com concepção e direção de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Zilá Muniz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em colaboração com seis criadores-intérpretes (&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Elisa Schmidt, Egon Seidler, Letícia Martins, Paula Bittencourt, Karina Degregório e Vicente Mahfuz&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;). Desde o início do espetáculo se percebe a garra e a dedicação do elenco, assim como percebe-se também a clareza com que a diretora organiza o material recolhido nas improvisações dos intérpretes. Não é um trabalho simples o que o grupo propõe, mas existe empenho para realizá-lo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo o release do grupo, o espetáculo tem uma dramaturgia que se desenvolve a partir de "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;cenas que se desenrolam como um passeio através de paisagens construídas por estados corporais, traduzindo imagens corpóreas que traçam pontualmente momentos precisos de vida que se entrelaçam, recombinando a heterogeneidade, num fluxo contínuo de impulsos, correntes e contatos&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;" &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Confesso que tive um pouco de dificuldade para perceber as diferenças entre essas &lt;em&gt;imagens corpóreas&lt;/em&gt; nos interpretes. Consigo perceber onde, teóricamente, estão as mudanças das cenas, pois estas estão bem sinalizadas principalmente pela sonoplastia e em alguns momentos pela iluminação. O espetáculo explora, principalmente no início e em alguns momentos de maneira bastante vigorosa, um jogo de tonalidades na iluminação (de &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Camila Ribeiro&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;), criando distintos climas e nos levando a realizar leituras bastante subjetivas. Partimos de um vermelho intenso, passando por tonalidades de azul, verde e até a projeção em sombra das folhas de uma árvore. Um dos momentos plásticos mais bonitos do espetáculo. Quanto mais se aproxima do final, a iluminação começa a dar sinais de que algo não está totalmente claro na dramaturgia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto que merece ser observado é que, mesmo com a garra dos intérpretes, é visível a juventude técnica do elenco. Essa falta fica ainda mais clara quando eles adentram o terreno &lt;em&gt;coreográfico&lt;/em&gt; propriamente dito, ou seja, quando tem uma tarefa com o que estamos acostumados a chamar de &lt;em&gt;dança&lt;/em&gt;. Por mais que se tenha respeitado as individualidades e a heterogeneidade do elenco, sente-se uma falta de apuro nos tempos e nas finalizações dos movimentos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No conjunto fiquei com a sensação de que se estabele uma certa linearidade, tanto na energia dos intérpretes quando no discurso do espetáculo. Depois dos primeiros 20 minutos, tem-se a sensação de que veremos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;mais do mesmo&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Em alguns momentos uma grande catárse do elenco, um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;tudo ao mesmo tempo agora&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que não me dá chaves para adentrar e participar do prazeroso jogo dos intérpretes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-4631003622819531785?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/4631003622819531785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=4631003622819531785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/4631003622819531785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/4631003622819531785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/04/tudo-ao-mesmo-tempo-agora.html' title='Tudo ao Mesmo Tempo Agora!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RhbqTCfGTyI/AAAAAAAAABM/ZmceoQoALjA/s72-c/movimento6_01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-2211859220470349632</id><published>2007-03-25T16:07:00.000-03:00</published><updated>2007-03-25T18:00:16.288-03:00</updated><title type='text'>“Hagënbeck Ltda”</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rgbh-is_SKI/AAAAAAAAAAw/w_Y5Q7_8BFc/s1600-h/experimentus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045968897098860706" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rgbh-is_SKI/AAAAAAAAAAw/w_Y5Q7_8BFc/s400/experimentus.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esteve apresentando em Florianópolis, a &lt;strong&gt;Cia. Experimentus Teatrais&lt;/strong&gt; de Itajaí, com o espetáculo &lt;strong&gt;Hagënbeck Ltda&lt;/strong&gt;, pelo projeto Em Cena Catarina, promovido pelo SESC-SC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Cia. com sede na cidade de Itajaí desenvolve um trabalho de pesquisa desde 1999, tendo dois de seus integrantes como estudantes do Curso de Artes Cênicas da UDESC - SC. E foi como um trabalho realizado para duas disciplinas da Universidade que nasceu este espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criado a partir do conto Informação para uma Academia de Franz Kafka, a peça é uma narrativa da história de Pedro Vermelho, um macaco que é capturado em seu habitat natural e é trazido para a civilização pela companhia que dá nome ao espetáculo. Diferentemente do texto original, em que o símio se torna um ator do teatro de variedades para livrar-se da jaula, o que justifica a apresentação a que estaríamos assistindo, no espetáculo o contexto é deslocado para um experimento que está sendo realizado e do qual fazemos parte, como espectadores. Se no original Kafkiano, a imitação do homem foi o suficiente para que o símio pudesse livrar-se da jaula e encontrar uma saída "humana" para seu problema, no espetáculo não fica claro a que chega-se com o experimento realizado, o que equivaleria a perguntar, qual o conceito que está sendo debatido com esta nova adaptação. Várias leituras podem ser levantadas por diversos momentos do espetáculo, mas parece-me que o espetáculo se aproxima mais de falar sobre "condicionamento", premissa bastante pertinente, mas bastante diversa da discussão original do texto de Kafka. Assim como é a questão da existência de uma "potência maligna" chamada Hagënbeck Ltda, o que acaba dando um toque maniqueísta à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com uma atuação bastante segura (de &lt;strong&gt;Marcelo de Souza&lt;/strong&gt;), embora particularmente eu não concorde com a opção de impor um certo didatismo na maneira de falar, o espetáculo encontra bons momentos na construção corporal do homem que ainda guarda resquícios de sua simiesca origem ou, também poderia dizer-se, do símio que ainda sobrevive sob a aparente humanidade, composição esta auxiliada por &lt;strong&gt;Vanclléa Segtowitch&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção (de &lt;strong&gt;Daniel Olivetto&lt;/strong&gt;, com assistência de &lt;strong&gt;Sandra Knoll&lt;/strong&gt;) estabelece claramente uma linha de pensamento, organizando todos os aspectos da encenação dentro destes limites. Desde a iluminação, passando pela sonoplastia, cenografia, figurinos e demais elementos (na maioria das vezes assinados pela dupla &lt;strong&gt;Daniel Olivetto&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Marcelo de Souza&lt;/strong&gt;) são de muito bom gosto e coerentes. Um dos destaques é a confecção do boneco efetuada à seis mãos: &lt;strong&gt;Marcelo F. de Souza&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Paulo Nazareno&lt;/strong&gt;(mecanismos) e &lt;strong&gt;Sérgio Tastaldi&lt;/strong&gt; (látex).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rgbilis_SLI/AAAAAAAAAA4/Voap9BYbY9I/s1600-h/experimentus2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5045969567113758898" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rgbilis_SLI/AAAAAAAAAA4/Voap9BYbY9I/s200/experimentus2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No todo, percebe-se a inquietação do grupo em não cair no lugar comum, o que justifica o próprio nome da Cia, porém há que se não deixar levar para o outro lado da balança, caindo na tentação das "invencionices" simplesmente para fazer diferente o que, por si só, já é bastante complexo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-2211859220470349632?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/2211859220470349632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=2211859220470349632&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2211859220470349632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/2211859220470349632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/03/hagnbeck-ltda.html' title='“Hagënbeck Ltda”'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rgbh-is_SKI/AAAAAAAAAAw/w_Y5Q7_8BFc/s72-c/experimentus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-8513794632328159433</id><published>2007-02-04T23:07:00.000-02:00</published><updated>2007-02-05T14:37:52.930-02:00</updated><title type='text'>Comédia à Forceps!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RcacB7szEnI/AAAAAAAAAAo/O9uQYbZfgx0/s1600-h/Teatro_de_quinta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5027877591025128050" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RcacB7szEnI/AAAAAAAAAAo/O9uQYbZfgx0/s400/Teatro_de_quinta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"O Teatro de Quinta é um show de humor com uma proposta de interpretação ao estilo “Stand – up comedy”, que basicamente consiste em um humorista em frente ao público, relatando situações cotidianas com a intenção de fazer rir."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, o &lt;strong&gt;Teatro de Quinta&lt;/strong&gt;, produção da &lt;strong&gt;Ponte Cultural Escritório de Produção&lt;/strong&gt; está em cartaz no Teatro da UBRO, em Florianópolis. Agora com uma temporada extendida até o dia 11 de fevereiro, sempre aos domingos, 21h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo a definição dada pelo site, já sabemos que não podemos enquadrá-los &lt;em&gt;&lt;strong&gt;apenas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; como um espetáculo teatral. O site brinca com a idéia de um estilo de vida &lt;strong&gt;&lt;em&gt;de quinta&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, sem levar-se a sério demasiadamente, buscando apenas a felicidade. Ora, a expressão "de quinta" costuma designar "coisa mal acabada, kitsch, de gosto duvidoso" e o espetáculo parece se utilizar desta idéia para ir dando um conceito geral pro show. Desta forma, o que assistimos, é um desfile de personagens que ficam caminhando nesta linha tênue, entre o engraçado e o excessivamente de mal gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os atores (&lt;strong&gt;Graziela Meyer&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Malcon Bauer&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Milena Moraes&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Higor Lima&lt;/strong&gt;... o site cita também &lt;strong&gt;André Silveira&lt;/strong&gt;, mas ele não estava na apresentação que assisti) esforçam-se para interagir com o público e, em alguns momentos, conseguem. Só Deus sabe, a que preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Higor Lima&lt;/strong&gt; é o que parece se sair melhor, ou pelo menos mais ileso, da apresentação. Se na primeira personagem (Uma síntese de todas as vilãs de nvelas, desculpem por não lembrar todos os nomes!) ele parece ainda não ter obtido um bom ritmo de comédia, o mesmo não se dizer do Pipoca! Com um texto mais criativo e que, alguns momentos, mais insinua que escracha, o machista de plantão consegue um bom resultado. &lt;strong&gt;Malcon Bauer&lt;/strong&gt; também se sai bem, criando os personagens mais inusitados. A índia Moema é impagável. A candidata à garota do Fantástico também não apela, embora não seja tão engraçada. &lt;strong&gt;Milena Moraes&lt;/strong&gt; se joga para o lado mais excessivo do espetáculo. A transexual que dá dicas de sexualidade abusa do mal gosto e do humor tipicamente gay, deixando parte da platéia (não-iniciada) a ver navios e só reagindo aos palavrões e expressões relacionadas ao sexo. Sua dona-de-casa que vai à praia com as crianças acerta no tema e nas situações, perdendo-se um pouco no timming! &lt;strong&gt;Graziela Mayer&lt;/strong&gt; segue sua amiga na trilha do mal gosto com a personagem Suzy, abusando dos palavrões quando nada parece levantar o público e seu personagem infantil resulta insuportávelmente caricato, beirando a incompreensão completa pela falta de qualidade do texto e também pela emissão do mesmo, bastante deficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No geral o que se vê é um grupo de atores que parece ter possibilidades de realizar um trabalho mais elaborado. Os quadros carecem de melhores desfechos ou situações menos estáticas, para poderem começar a criar um ritmo mais atrativo para o público. Talvez uma direção mais segura poderia ajudá-los a obter mais do material que têm em mãos e não deixá-los tão propensos a retirar risadas à forceps do público.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inteligência da platéia, com certeza, agradeceria!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-8513794632328159433?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/8513794632328159433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=8513794632328159433&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/8513794632328159433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/8513794632328159433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/02/comdia-forceps.html' title='Comédia à Forceps!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_y7wazqZUF7M/RcacB7szEnI/AAAAAAAAAAo/O9uQYbZfgx0/s72-c/Teatro_de_quinta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-1484582832260741389</id><published>2007-01-29T00:21:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T01:03:35.818-02:00</updated><title type='text'>Uma Farsa Correta.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rb1h0iMk-bI/AAAAAAAAAAM/jybLRfDLnT0/s1600-h/Teatro_pathelin01.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025280314375993778" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rb1h0iMk-bI/AAAAAAAAAAM/jybLRfDLnT0/s400/Teatro_pathelin01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esteve em cartaz a montagem do espetáculo &lt;strong&gt;A Farsa do Advogado Pathelin&lt;/strong&gt; pelo grupo &lt;strong&gt;Teatro sim... Por que não?!!!&lt;/strong&gt;, no Teatro Álvaro de Carvalho. O espetáculo, que já realizou mais de 200 apresentações, recebendo várias premiações em festivais nacionais e internacionais, retorna em cartaz comemorando 10 anos desde sua estréia, uma verdadeira conquista em termos de teatro catarinense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo &lt;strong&gt;Teatro sim... Por que não?!!!&lt;/strong&gt; já é muito experiente e conta em sua trajetória com muitos espetáculos de sucesso, tendo inclusive se apresentado em festivais fora do país. &lt;strong&gt;As Aventuras do Mestre Nasrudim&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Livres e Iguais&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;E o Céu Uniu Dois Corações&lt;/strong&gt; são algumas das montagens do grupo, que é igualmente reconhecido na cidade pela qualidade de suas produções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acabamento técnico do espetáculo é impecável. O projeto cenográfico (de &lt;strong&gt;William Pereira&lt;/strong&gt;), a execução de cenários e adereços (de &lt;strong&gt;Marcos Carioni&lt;/strong&gt;), os figurinos ( de &lt;strong&gt;Norma Ribeiro&lt;/strong&gt;), a iluminação (do também diretor &lt;strong&gt;Julio Maurício&lt;/strong&gt;) e a maquigem (sem assinatura no programa) são totalmente adequados à linguagem escolhida e realizados com competência e criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho dos atores (&lt;strong&gt;Berna Sant'Anna, Ismar Medeiros, Leon de Paula, Nazareno Pereira&lt;/strong&gt; e&lt;strong&gt; Valdir Brasil&lt;/strong&gt;) é correto. Todos estão atuando com um conhecimento específico sobre a linguagem (preparação de &lt;strong&gt;Neyde Veneziano&lt;/strong&gt;), sabendo se utilizar de suas vantagens e limitações. Impostações corretas, bom trabalho vocal. O destaque neste caso vai para o talendo histriônico de &lt;strong&gt;Berna Sant'Anna&lt;/strong&gt; que consegue encontrar momentos de grande hilariedade e trabalha com grande naturalidade, dentro de uma linguagem tão &lt;em&gt;&lt;strong&gt;teatral&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Outro que parece muito à vontade no papel é &lt;strong&gt;Leon de Paula&lt;/strong&gt;, encontrando momentos de grande valor dentro do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, seria então interessante perguntar: Com tantos acertos e preparo técnico, por que o espetáculo não &lt;strong&gt;&lt;em&gt;empolga&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;? Por que a platéia não embarca completamente no jogo proposto pelo grupo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu tenho pelo menos dois palpites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro está na adaptação do texto (realizada por &lt;strong&gt;Perito Monteiro&lt;/strong&gt;). Com uma fabula tão simples e direta (característica marcante das farsas) o texto, em alguns momentos, parece ficar dando voltas sobre sí! Ao invés de propor mais quiproquós, mais jogos físicos ou explorar as &lt;em&gt;&lt;strong&gt;pequenezes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; dos caracteres, fica tentando explicar as motivações (totalmente óbvias) dos personagens. Ou seja, em bom e claro português: Chovendo no molhado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo está na direção (&lt;strong&gt;de Julio Maurício&lt;/strong&gt;). O diretor (tão preciso na organização dos elementos plásticos) imprime um certo academicismo à direção do espetáculo. Parece estar mais preocupado em não errar do que conseguir construir uma obra de arte. Parece ter se deixado amarrar pelas regras (Manual de montagem de uma farsa!) ao invés de deixar-se perverter um pouco pelo apelo que sua matéria-prima tem. Ora, como diz o programa do espetáculo: "... o essencial era o jogo dos atores. O público aplaudia todos os golpes e se preocupava pouco com a moral: o importante era rir." Isso parece foi o que mais senti falta na apresentação: a participação macissa do público vibrando com a falta de moral, com a sordidez e a imoralidade dos personagens, e - com o intuito de toda farsa - libertando-se do politicamente correto. &lt;a href="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rb1j0iMk-dI/AAAAAAAAAAg/TwU3cYNq7Yc/s1600-h/Teatro_pathelin02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5025282513399249362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rb1j0iMk-dI/AAAAAAAAAAg/TwU3cYNq7Yc/s320/Teatro_pathelin02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como na montagem de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Sonho de uma Noite de Velório&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Grupo Armação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, como neste &lt;strong&gt;A Farsa do Advogado Pathelin&lt;/strong&gt;, parece que sobra um pouco de &lt;strong&gt;responsabilidade&lt;/strong&gt; aos grupos. Um pouco de incorreção, as vezes, não faz mal pra ninguém!&lt;/&lt;&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-1484582832260741389?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/1484582832260741389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=1484582832260741389&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1484582832260741389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/1484582832260741389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2007/01/uma-farsa-correta.html' title='Uma Farsa Correta.'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_y7wazqZUF7M/Rb1h0iMk-bI/AAAAAAAAAAM/jybLRfDLnT0/s72-c/Teatro_pathelin01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116586969108230628</id><published>2006-12-11T18:28:00.000-02:00</published><updated>2007-01-28T23:50:44.247-02:00</updated><title type='text'>Atores!!!!!!!!!!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/766924/porco1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não é bom quando você vai a um espetáculo e, realmente, gosta do que viu? Quando, por mais que apareçam motivos para serem escritas ressalvas, ou pequenas observações, isso acaba não tendo a menor importância. E quando, ao invés de acontecer isso uma vez, você tem logo dois espetáculos assim na mesma semana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois foi o que aconteceu comigo, semana passada, indo ao &lt;strong&gt;&lt;em&gt;SESC Prainha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; assistir &lt;strong&gt;A Descoberta das Américas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;O Porco&lt;/strong&gt;. Por mais que possa haver questionamentos sobre algumas das opções da direção (e eles existem, não sejamos ingênuos!), o que se sobressai é o trabalho preciosíssimo dos atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/872172/descobertadasamericas_01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/320/798685/descobertadasamericas_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;A Descoberta das Américas&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Julio Adrião&lt;/strong&gt; tem uma pequena maratona teatral para colocar em cena o texto de &lt;strong&gt;Dario Fo&lt;/strong&gt; (Johan Padan alla Descoverta delle Americhe, de 1992) sob a direção de &lt;strong&gt;Alessandra Vanucci&lt;/strong&gt;. Usando recursos da mímica e da antropologia teatral, o ator se desdobra em inúmeros personagens (alguns deles memoráveis) para dar uma nova versão sobre o processo de colonização das Américas. O espetáculo vai ganhando aos poucos uma força cômica que leva o público praticamente ao êxtase, mesmo os que não estão acostumados aos códigos teatrais, como aconteceu na sessão que pude presenciar. Estreado em 2004, o espetáculo está em plena forma e consegue manter a platéia atenta às 1h45min de sua duração (parece até uma brincadeira – vide o post anterior), nos levando a crer que não é o tempo e sim a qualidade do que está sendo mostrado o ponto definitivo do teatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;O Porco&lt;/strong&gt; pode-se dizer que temos a perfeita antítese deste espetáculo. Desde a duração, até a atuação, “síntese” parece ter sido a palavra condutora do processo de construção deste trabalho. &lt;strong&gt;Henrique Schafer&lt;/strong&gt; nos conduz nos 45min de duração, de maneira quase minimalista, pelas memórias deste porco no dia de seu abate. Ele é o porco! E para isso não se utiliza de nenhuma saída patética de interpretação. É, e pronto. Aceito o jogo, vamos sendo conduzidos pelos questionamentos, reflexões, reações passivas e gritos de revolta deste ser. Ator e diretor (&lt;strong&gt;Antonio Januzelli&lt;/strong&gt;) vão nos deixando brechas, momentos, pausas, respirações para que possamos ir nos identificando com o espetáculo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/444935/porco.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/320/271097/porco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vendo espetáculos assim é que vários dos meus preconceitos vêm abaixo! Duas formas tão distintas de interpretação. Duas formas tão distintas de construção da cena teatral. Duas formas tão distintas de se chegar até o expectador. Poderia até dizer que me identifico mais com este ou aquele espetáculo... mas que importância teria isso? Muito mais importância dizer que, quando há qualidade, e nesses casos isso é inegável, o ato teatral ganha um aspecto inconfundível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/712518/descobertadasamericas_03.jpg"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/a&gt;Novamente tenho que agradecer ao SESC pelas oportunidades que nos têm dado de assistir espetáculos que raramente chegariam à Santa Catarina numa produção “normal”. Que venham mais!!!! A cidade, carente, agradece! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116586969108230628?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116586969108230628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116586969108230628&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116586969108230628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116586969108230628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/12/atores.html' title='Atores!!!!!!!!!!!!!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116516980555713377</id><published>2006-12-03T14:24:00.000-02:00</published><updated>2007-01-29T00:15:07.588-02:00</updated><title type='text'>1h45min enclausurada no Tédio!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/171299/clausura.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/320/293990/clausura.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Como é difícil escrever comentários (pode-se chamar de críticas, se quiser!) sobre espetáculos teatrais. Você empenha-se em não ser tendenciosa, em apontar o que, na sua opinião, são os problemas do espetáculo, em exigir um nível interessante para o que se está sendo produzido na cidade, em ser justa (se é que isso é possível!). Ao mesmo tempo, preocupa-se em não ser paternalista, em não ficar com aquele tipo de pensamento de que "tudo vale a pena", de que há que se "valorizar" o esforço dos grupo, pois afinal é muito difícil fazer arte neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, nesse vai e vem, corre-se o risco de ser muito dura com algumas produções e ser muito condescendente com outras. Mas, correr riscos é o mínimo que se espera de alguém que se &lt;em&gt;atreve&lt;/em&gt; a tornar publico algo! Pois bem... nessa trajetória, quando me ponho a escrever sobre um espetáculo como &lt;strong&gt;Clausuras&lt;/strong&gt;, fico meio perdida em relação à direção a seguir. Devo realmente falar tudo o que acho sobre o espetáculo? Ou devo ser condescendente, levando em conta o esforço que é construir algo nesta cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com qualquer uma das opções estarei sendo injusta! Sim, porque, se for dura (como tenho vontade) posso estar não dando valor ao trabalho de um grupo que, afinal, trabalhou meses para construir uma obra. Mas, eu não fui condescendente com alguns espetáculos que já comentei neste espaço e, sendo assim, algumas pessoas podem achar que este espetáculo está no mesmo &lt;em&gt;nível&lt;/em&gt; de outros, tais como &lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;A Casa Tomada &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Buterfly&lt;/strong&gt;, que conseguem uma elaboração muito mais apurada sobre seus trabalhos. O que não é o caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, vamos partir do princípio de que tenho respeito pelos artistas de teatro de Florianópolis (muitíssimo respeito!) e de que todas as observações constantes nesse Blog nascem desse respeito e da vontade de discutir o trabalho teatral, contribuindo, acredito eu, para o que está sendo produzido aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, não posso me privar de fazer algumas observações sobre &lt;strong&gt;Projeto A: Clausuras&lt;/strong&gt; que o &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teatro Artesãos de Dioníso - Coletivo de Pesquisa e Atuação Cênica&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; está apresentando na sede do Instituto Arco-Íris, aos sábados e domingos, até o dia 17 deste mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo começa com a recepção do público, sendo convidado a participar como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;visitante&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; deste local, que aos poucos nos vai sendo apresentado como uma instituição psiquiátrica. De uma maneira fragmentada nos vai sendo apresentado diversos aspectos sobre a loucura, até que se começa a falar sobre a vida de Camille Claudel, passando por um discurso de Nijinsk. Bom, só pela sinopse, já dá pra notar que não é um trabalho fácil o que é proposto pelo grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, aí é que começa o problema! O material é extremamente fragmentado, logo necessita-se de uma, no mínimo, direção ou orientação para que o espectador vá organizando alguns elementos dentro da sua cabeça. Mas, os fragmentos não se encaixam. As imagens são difusas. E clichês, existem muitos clichês, um amontoado de clichês sobre a loucura, a arte e o ânus. E logo a gente começa a se perguntar: O que eu estou fazendo aqui? Porque esse cara está lavando meus pés? porque eu já ví várias dessas idéias em espetáculos de grupos experimentais? Porque? Porque? Porque?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A produção é, no todo, mal acabada. Os figurinos não são &lt;em&gt;pensados&lt;/em&gt;, são apenas roupas, tomada de aqui e ali e colocadas em cena. O cenário não é funcional, inclusive num determinado momento do espetáculo foi utilizado de maneira bruta com o público. A iluminação é uma idéia funcional, que em alguns momentos resulta eficiente criando belos climas, inclusive demonstrando que a criatividade ainda é a melhor forma de combater a falta de orçamento, mas deixar o elenco no escuro numa cena de uns 10 minutos, com um spot iluminando o vazio, não parece ser uma boa idéia. E o espetáculo vai acumulando esses dilentantismos, um atrás do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco (não encontrei os nomes em nenhum lugar para poder citá-los, como sempre faço) se esforça pra realizar um trabalho visceral mas, como em todo o espetáculo, percebe-se o desejo e a falta de ferramentas para realizá-lo. A direção (coletiva? de quem?) não parece saber pra onde o espetáculo deve caminhar. Várias convenções são criadas e, no momento seguinte, deixam de valer. Mas isto não parece ser intencional. Não é um jogo dialético. Não é um jogo metafísico. É um jogo onde as regras não parecem estar claras, nem para os jogadores, nem para o público. E daí, só nos resta o tédio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116516980555713377?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116516980555713377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116516980555713377&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116516980555713377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116516980555713377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/12/1h45min-enclausurada-no-tdio.html' title='1h45min enclausurada no Tédio!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116448245794209940</id><published>2006-11-25T17:16:00.000-02:00</published><updated>2006-12-07T01:32:35.600-02:00</updated><title type='text'>Um Velório Pouco Perverso!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/470189/vel??rio2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/320/303426/vel%3F%3Frio2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Está encerrando temporada neste final de semana o espetáculo &lt;strong&gt;Sonho de Uma Noite de Velório&lt;/strong&gt;, com o &lt;strong&gt;Grupo Armação&lt;/strong&gt;, dentro do projeto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ato Contínuo na Casa do Teatro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, uma parceria com o &lt;strong&gt;Grupo O Dromedário Loquaz&lt;/strong&gt;, ou seja, dois dos grupos com mais história em Fpolis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já havia visto o drama &lt;strong&gt;O Jardim da Delícias&lt;/strong&gt; (meu primeiro post neste blog: &lt;em&gt;Um Jardim Cheio de Boas Intenções!&lt;/em&gt;) e só agora pude assistir a esta comédia. Por um lado, é interessante poder assití-la somente agora, no fim de temporada, pois deu ao grupo a possibilidade de ganhar ritmo de espetáculo, necessidade básica da comédia. Por outro lado, a visão torna-se mais &lt;em&gt;crítica&lt;/em&gt;, pois o grupo não tem a desculpa de que o espetáculo ainda não está maduro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O texto (de &lt;strong&gt;Odir Ramos do Nascimento&lt;/strong&gt;) parte de uma premissa simples para uma poderosa e divertida discusão sobre a mercantilização das relações humanas e a possível inversão de valores causadas pela mesma. Uma funerária (subsidiária da &lt;em&gt;Super Coffin Inc.&lt;/em&gt;) prestes a completar 25 anos e atingir a marca de 50.000 clientes "satisfeitos" busca ajuda de um publicitário para aumentar o seu faturamento. Em contraponto, existe o núcleo dos empregados desta firma, que até certo ponto, deixam transparecer seus sonhos e necessidades, ainda não tão influenciados pelo "mercado".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção (de &lt;strong&gt;Antônio Cunha&lt;/strong&gt;) percebe logo a linha cômica do texto e apoia-se sobre ela para conseguir os melhores momentos do espetáculo. Todo o início do espetáculo, apoiado sobre sólidas interpretações de &lt;strong&gt;Édio Nunes&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Zeula Soares&lt;/strong&gt; (era ela quem fazia a deliciosa figura da secretária na apresentação que assisti, mas reveza-se com Carin Dell'Antônio no papel) e &lt;strong&gt;Giovana Silva&lt;/strong&gt; (num papel masculino) funciona como um relógio e a platéia diverte-se muito com o jogo. Na segunda parte do espetáculo, o diretor parece não compreender a &lt;em&gt;&lt;strong&gt;perversidade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; do texto, que inicia um interessante contraponto entre o mundo dos negócios e a morte de alguém conhecido pelos funcionários, ou seja, alguém que não é apenas o morto 50 mil! O jogo, então, enfraquece e toda a trama vai ganhando contornos de banalidade, chegando à um final sem ápice!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/810675/velrio.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/320/860747/velrio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O restante do elenco (&lt;strong&gt;Jaime Baú&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Nana Álvares&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Sandra Ouriques&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Silvana Búrigo&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Sandro Maquel&lt;/strong&gt; e/ou &lt;strong&gt;Juliano Vargas&lt;/strong&gt;), ao mesmo tempo que não compromete o espetáculo, também não contribui sólidamente para que o espetáculo obtenha mais nuances. &lt;strong&gt;Jaime Baú&lt;/strong&gt; tem um papel de peso no espetáculo, mas sua interpretação resulta forçada e burocrática, com excessão da cena em que parodia a linguagem de sinais (libras), roubando a cena completamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do &lt;strong&gt;Jardim das Delícias&lt;/strong&gt;, a cenografia parece deslocada na utilização das fachadas do casarão. Creio que funcionaria mais em um palco italiano, contrariando um pouco o projeto inicial. Figurinos, sonoplastia e iluminação são corretos, pode-se dizer até, sub-aproveitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que o grupo não ouse em pesquisar novas linguagens, o espetáculo resulta numa montagem coerente. O público responde muito bem, comparecendo em peso e lotando a pequena Casa do Teatro, incentivando ao grupo que continue em cartaz. Espero que aconteça. E que o diretor possa colocar um pouco mais de humor negro e perversidade no espetáculo. Ousar, de vez em quando, é bom! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116448245794209940?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116448245794209940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116448245794209940&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116448245794209940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116448245794209940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/11/um-velrio-pouco-perverso.html' title='Um Velório Pouco Perverso!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116415726074758439</id><published>2006-11-21T22:52:00.000-02:00</published><updated>2006-11-25T12:33:47.623-02:00</updated><title type='text'>Invadindo a Casa...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/casa_tomada2.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/casa_tomada2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Volta em cartaz, no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;SESC Prainha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, o espetáculo &lt;strong&gt;A Casa Tomada&lt;/strong&gt; do Grupo &lt;strong&gt;E(x)periência Subterrânea&lt;/strong&gt;, dirigida por &lt;strong&gt;André Carreira&lt;/strong&gt;, com texto/roteiro de &lt;strong&gt;Silvana Garcia&lt;/strong&gt; (a partir da literatura de &lt;strong&gt;Júlio Cortázar&lt;/strong&gt;) e com atuações de &lt;strong&gt;Heloíse Baurich Vidor&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Paulo Vasilescu&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei encontrar algum material (release) sobre o que o grupo propunha com este trabalho, mas não consegui. O próprio programa do espetáculo não dá muitas indicações sobre o escritor, montagem, idéia, concepção... levando a crer que o grupo acredita que o espetáculo deve se explicar por ele mesmo (idéia com a qual, particularmente, compartilho!). Mas, em se tratando de Cortázar, não é uma tarefa simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia lido o conto antes de ir ao espetáculo, logo não tinha nenhuma informação sobre o que iria presenciar. Neste sentido, terminei o espetáculo com bastante dúvidas sobre o que havia presenciado. A história é simples: Dois irmãos vivem em uma casa grande e levam uma vida solitária. Irene tece, sem parar. O irmão lia, mas já não há literatura decente. E assim eles vão levando suas vidas até que começam a ouvir estranhos ruídos em várias partes da casa e se dão conta de que a casa está sendo tomada. A trama desenvolve-se até que são "obrigados" a abandonar a casa e jogam a chave num bueiro, pois "se alguém decide entrar para roubá-la, vai encontrar a casa tomada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta "alegoria do sentimento de invasão" apontada pela primeira vez por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Juan José Sebreli&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no ano de 1964 em “Buenos Aires, vida cotidiana e alienação” (in SEBRELI, 2003: p.102), pode ser uma das chaves para a leitura do conto e, talvez, do espetáculo. Mas, afinal, de que invasão estamos falando neste caso? Que sentimentos é este? Com que situações contemporâneas podemos estabelecer links de pensamento? De que maneira o espetáculo aponta qual a sua real razão de existir? Arte pela arte? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/1600/366427/casatomada.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1307/3972/320/390378/casatomada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A cenografia (de &lt;strong&gt;André Carreira&lt;/strong&gt;) parece ser o grande achado da encenação. Auxiliada pela iluminação (também de &lt;strong&gt;André&lt;/strong&gt;) nos ajuda a criar inúmeras imagens e sensações de distanciamento e perda. A maneira como os personagens vão ficando difusos, quanto mais se distanciam de nós e vão perdendo espaço na casa, pode também servir de indicação de possível leitura para o espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os figurinos (de &lt;strong&gt;José Alfredo Beirão&lt;/strong&gt;) e a sonoplastia (assinada pelo &lt;strong&gt;Trio Koan: Diogo de Haro&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; Francisco Wildt &lt;/strong&gt;e&lt;strong&gt; Jefferson Bitencourt&lt;/strong&gt;) são apenas "corretos". O mesmo se aplica às atuações; neste caso com um melhor desempenho de &lt;strong&gt;Paulo Vasilescu&lt;/strong&gt;, que consegue momentos mais consistentes e inspirados. Seu trabalho vocal resulta bastante interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No todo o espetáculo resulta bastante instigante, mas talvez necessite deixar de ser tão hermético e oferecer chaves para uma melhor relação com o público. Capacidade para isto o grupo tem, como já podemos ver em trabalhos anteriores, tais como &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Album Sistemático de Infância&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Women's&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116415726074758439?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116415726074758439/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116415726074758439&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116415726074758439'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116415726074758439'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/11/invadindo-casa.html' title='Invadindo a Casa...'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116277875334443366</id><published>2006-11-05T23:21:00.000-02:00</published><updated>2006-11-06T00:10:34.573-02:00</updated><title type='text'>Fly away, Butterfly...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/butterfly.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/butterfly.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estreou dia 28 de outubro, em Florianópolis, na sala Lindolf Bell, o espetáculo &lt;strong&gt;Butterfly&lt;/strong&gt; da &lt;strong&gt;Andras Cia. de Dança-Teatro&lt;/strong&gt;. O espetáculo está inspirado na obra &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Madame Butterfly&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, escrita pelo americano &lt;strong&gt;John Luther Long&lt;/strong&gt; em 1900. Quatro anos depois, foi adaptado para a linguagem lírica pelo italiano &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Giacomo Puccini&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Daí em diante recebeu diversas montagens e versões pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta montagem, de dança-teatro, não há texto falado, ou seja, não existem palavras pronunciadas pelos atores-bailarinos (&lt;strong&gt;Barbara Biscaro, Clara de Andrade, Juarez Nunes, Milton de Andrade, Monica Siedler &lt;/strong&gt;e&lt;strong&gt; Samuel Romão&lt;/strong&gt;) e além de ser uma espetáculo, também é uma exposição de artes plásticas contemporânea, composta por objetos cênicos (elaborados por &lt;strong&gt;Roberto Freitas&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Roberto Gorgati&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Herberth Bolaños&lt;/strong&gt;) que envolve os participantes das apresentações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo dá seguimento à proposta do grupo de dar uma nova roupagem à obras clássicas (iniciada com &lt;strong&gt;Quixote&lt;/strong&gt;, espetáculo premiado na Itália pela pesquisa e renovação poética sobre o tema), trabalhando nelas temas contemporâneos, atualizando-as, ou encontrando novos significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por já conhecer a obra de Puccini, creio ter sido um pouco mais fácil o entendimento sobre o espetáculo (não que eu ache que o coreógrafo/diretor &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Milton Andrade&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; queira que o espectador "compreenda" a obra em sua totalidade). Mas, não sei se uma pessoa que nunca tenha visto, ou lido, ou ouvido falar sobre a obra original vá ter condições de identificar alguns signos presentes no espetáculo. Os conflitos parecem mais esboçados do que realmente apontados nesta versão. O choque entre duas culturas (ocidental e oriental), entre o masculino e o feminino, entre os personagens não acaba de se esclarecer totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, resulta muitíssimo interessante o trabalho de vídeo realizado (&lt;strong&gt;Roberto Freitas&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Roberto Gorgati&lt;/strong&gt;). Não caindo na mera ilustração e sim propondo novos significados para a obra em andamento. A entrada das mãos que, algumas vezes, parecem manipular os personagens, em outras parecem acalentá-los e noutras ainda, parecem esmagá-los nos faz encontrar mil significados e/ou possíveis leituras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, a utilização espacial da Sala Lindolf Bell parece carecer de maior unidade. Não consigo fazer uma ponte entre o que é para ser "&lt;em&gt;visto&lt;/em&gt;" e o que é "&lt;em&gt;instalação/cenário&lt;/em&gt;". Neste campo ainda, a direção e os personagens parecem não terem delimitado claramente seus "&lt;em&gt;territórios&lt;/em&gt;". Onde estamos em cada momento da obra? Que lugar é esse? Espaço de encontro ou guerra? Que valor assume, em cada momento, cada espaço onde as coreografias acontecem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar o trabalho interpretativo de &lt;strong&gt;Monica Sidler&lt;/strong&gt; (atuando com bastante inteireza em sua participação, oferecendo uma gama de sutilezas dentro da personagem) e o carisma de &lt;strong&gt;Clara de Andrade&lt;/strong&gt; (realmente um encanto em cena!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, o que talvez seja o mais importante, percebe-se a clareza com que o grupo se aprofunda em seu trabalho. Oferecendo um espetáculo consistente que não se deixa seduzir pelo viés fácil do exibicionismo. Um grupo que ainda deve gerar belíssimos frutos em Florianópolis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116277875334443366?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116277875334443366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116277875334443366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/11/fly-away-butterfly.html' title='Fly away, Butterfly...'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116226029411447233</id><published>2006-10-30T22:46:00.000-03:00</published><updated>2006-11-06T13:45:02.403-02:00</updated><title type='text'>Perdida no Desvio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/desvio.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/desvio.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; De acordo com o programa do &lt;strong&gt;ERRO Grupo&lt;/strong&gt;, o espetáculo &lt;strong&gt;Desvio&lt;/strong&gt; nasceu "&lt;em&gt;através do objetivo que o grupo tem em explorar formas diferentes de relação com o público, e criar situações, experiências, das quais nós, o grupo e o público, não conhecemos. Experiências que habitam um território desconhecido&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo dessa premissa, posso dizer que o grupo é extremamente fiel ao seu objetivo. Eu, sou obrigada a confessar, me senti completamente perdida durante a apresentação do espetáculo. Perdida por não entender qual a real proposta do que estava sendo apresentado. Se isso é positivo, ou negativo, deixo para que os espectadores decidam. E você, caro leitor, pode me ajudar deixando aqui suas impressões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que posso lhes dizer é que o espetáculo não me convence! Saí dele com uma sensação de vazio. Mas não uma sensação de vazio "beckettiano". Não uma sensação de vazio que me fez pensar sobre minhas questões. Simplesmente um vazio do tipo: Ok, vou comer um cachorro quente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por favor, não me venham com explicações do tipo "estamos explorando a representação da violência e não a própria violência"! Isso não me convence...as interpretações não me convencem... as canções não me convencem... o "profundo questionamento poético" não me convence. Mas, talvez, seja um problema meu. Talvez eu queira outra coisa do teatro que não é o que o grupo esteja pensando em fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, pego eu um outro desvio. Vou andando em outra direção. Menos conceitual e mais espetacular. Vou me perder por outros lados. E que cada um siga o seu caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/desvio2.5.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/desvio2.5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Equipe - DESVIO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Elenco: &lt;strong&gt;Ana Paula Cardozo, Luiz Henrique Cudo, Michel Marques, Luana Raiter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Performers: &lt;strong&gt;João Garcia, Ângelo Giotto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sonoplastia e Composição: &lt;strong&gt;Priscila Zaccaron&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tradução e melodia: &lt;strong&gt;João Garcia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assistência de Cena: &lt;strong&gt;Rodrigo Sampa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Direção de Arte: &lt;strong&gt;Luana Raiter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assistência de Direção de Arte: &lt;strong&gt;Júlia Amaral&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Dramaturgia: &lt;strong&gt;Luana Raiter, Pedro Bennaton&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Concepção e Direção Geral: &lt;strong&gt;Pedro Bennaton&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Criação: &lt;strong&gt;ERRO Grupo &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116226029411447233?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116226029411447233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116226029411447233&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116226029411447233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116226029411447233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/perdida-no-desvio.html' title='Perdida no Desvio'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116224536971529026</id><published>2006-10-30T18:33:00.000-03:00</published><updated>2006-12-11T10:27:16.330-02:00</updated><title type='text'>Insensatez ou Pretensão?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/Cartaz%20Insensatez.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/Cartaz%20Insensatez.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assisti ao espetáculo "&lt;strong&gt;Insensatez&lt;/strong&gt;" da &lt;strong&gt;Esfera Produções Artísticas&lt;/strong&gt;, neste final de semana no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). Como não conhecia o grupo, antes de ir ao teatro dei uma pesqui-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;sada na web para ver se achava alguma informação. Todo o material que achei foi o de divulgação desta temporada, o que me levou a supor que o grupo deve estar iniciando suas atividades. Neste sentido considerei um bom desafio trabalhar com um clássico, visto que a consistência de um texto que resistiu a tantos anos pode dar uma boa direção para uma pesquisa mais aprofundada sobre um determinado tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, minha busca não se mostrou muito produtiva. O que encontrei na apresentação não necessitaria de conhecimentos específicos para auxiliar na minha possivel observação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por exemplo, não tenho como realizar um comentário preciso sobre o texto (do também diretor Carlos Marroco, que segundo o grupo, é inspirado na obra de &lt;strong&gt;Eurípedes&lt;/strong&gt; e recebe o sub-título de "&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Julgamento de Medéia&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;") pois em todo o primeiro momento do espetáculo (após o longo vídeo inicial) não consigo entender nada além de palavras soltas aqui e alí, devido à maneira como os atores trabalham com as palavras. No restante do espetáculo fica bastante claro quando o autor "cita" textos clássicos e quando insere palavras suas, ou ainda, a improvisação dos atores, principalmente no vídeo. É gritante a diferença da qualidade textual. Os argumentos, no segundo caso, resultam repetitivos e simplistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elenco (&lt;strong&gt;Mariane Feil&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;João Gesser&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;José Guntin Rodriguez&lt;/strong&gt;) parece empenhado em tentar realizar as proposições cênicas que foram formuladas, mas suas possibilidades, pelo menos aparentemente, não são suficientemente capazes para a tarefa e também para que consiga relacionar-se com o público. O espetáculo fica isolado, dentro da caixa cênica, enquanto o público, que deveria estar experimentando algum tipo de catarse (afinal estamos falando de uma tragédia) experimenta extremos entre a falta de interesse e, em alguns momentos, o riso. Fica evidente o melhor preparo de &lt;strong&gt;Mariane Feil&lt;/strong&gt;, mas mesmo assim, talvez pelos definições do diretor, ela não consegue escapar das ciladas de se representar um "mito" e nem de fugir dos estereótipos comuns de mulher sofredora e "louca". De qualquer forma, há um grave problema de emissão verbal em todo o elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ponto positivo fica uma boa utilização da cenografia (de &lt;strong&gt;Reno Caramori&lt;/strong&gt;) que só através da organização dos recursos de pernas e coxias do teatro cria um espaço intrigante, completamentada de maneira harmoniosa pela iluminação e alguns bons momentos da sonoplastia (ambos de &lt;strong&gt;Carlos Marroco&lt;/strong&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trabalho do vídeo também incita algumas críticas bastante duras, mas vou deixar para alguém que tenha mais conhecimento sobre a área faça observações ao grupo. De qualque forma a duração dos mesmos, dentro da encenação, está extremamente alongado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Será que, no caso desta montagem, não houve um pouco de pretensão do grupo? Talvez se o grupo partisse de um texto mais consistente (ou seja, o clássico original), não teria tido possibilidade de conseguir um resultado mais sólido. Se tivesse se debruçado sobre uma pesquisa mais apurada sobre interpretação e a poética dessa obra não teria evitado alguns equívocos presentes neste espetáculo? Sobre que definições está sendo contruido os "estudos sobre Teatro Contemporâneo" que o grupo cita no programa? Fazer algo mais simples de uma maneira mais consistente não seria mais interessante do que apenas fazer "diferente"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Espero que o grupo possa tomar essas considerações como algo para pensar e ajudar na forma do seu resultado neste momento. E que toda a confusão no palco não tenha passado de insensatez!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116224536971529026?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116224536971529026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116224536971529026&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116224536971529026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116224536971529026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/insensatez-ou-pretenso.html' title='Insensatez ou Pretensão?'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116157152937890311</id><published>2006-10-22T23:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T10:32:58.040-03:00</updated><title type='text'>Lili e o sonho da poesia!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/lili_pq_01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/lili_pq_01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Seguindo no caminho da poesia, esteve em cartaz no &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teatro do SESC Prainha&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, em apenas três apresentações, o espetáculo &lt;strong&gt;Lili reinventa Quintana&lt;/strong&gt;, da recém chegada à Florianópolis, &lt;strong&gt;Téspis Cia. de Teatro&lt;/strong&gt;. Aqui, o grupo assume como "espetáculo teatral" o trabalho criado a partir de poemas de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mario Quintana&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, montagem esta realizada em homenagem ao centenário de nascimento do mesmo. A companhia, mesmo estando há 01 ano na cidade, já tem um trabalho acumulado anteriormente na cidade de Itajaí, tendo viajado por vários estados do país e também no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo não tem uma história propriamente dita. Tudo gira em torno de um clima onírico, onde vão aparecendo distintos poemas, objetos, pequenos bonecos, roupas, etc. Um apresentador (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Max Reinert&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, também diretor do espetáculo) nos recebe na porta do teatro, nos entrega programas e indica o início do espetáculo dizendo que "&lt;em&gt;a vida também precisa ser sonhada&lt;/em&gt;". Com isso, abre uma cortina que separa o palco da platéia e encontramos uma menina dormindo (a atriz &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Denise da Luz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) sobre uma grande caixa laranja e um céu muito azul! A partir daí vários jogos vão ser realizados, sempre acompanhados de textos de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mario&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o tratamento visual é muito bem realizado, com um acabamento muito profissional. O cenário (de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Agê Pinheiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Max Reinert&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) é bastante aconchegante e bonito, nos remetendo às gavetas de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Salvador Dali&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, numa referência direta ao onírico, referência esta sublinhada pela belísima trilha sonora original (composta por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alessandro Kramer&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Guinha Ramirez&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, bastante conhecidos no meio músical da cidade). Os figurinos (de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Denise da Luz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) também são muito bonitos e bem cuidados, ou seja tudo de acordo com a proposta inicial do grupo. O único senão é uma pequena caixa utilizada no início do espetáculo (um pouco bruta e poderia ser melhor trabalhada), assim como, talvez, a iluminação do espetáculo, que poderia explorar climas diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho da atriz &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Denise da Luz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é bastante sutil, aliás como todo o espetáculo. Está apoiado sobre a palavra do &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Mario&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e parece não haver tido muita preocupação com a "construção" de um personagem "infantil". Percebe-se sua relação com a platéia o tempo todo, criando climas e situações que dão sustentação à sequência de poemas. Digo sequência de poemas porque em alguns momentos o espetáculo me pareceu mais uma performance (não é uma crítica negativa ao trabalho!), um jogo de armar, uma sequência de brincadeiras infantis. E nesse sentido a gente pode perceber a atriz ali, entretida com a brincadeira, com as sensações que os poemas trazem à ela e pra gente, na platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gostaria de poder ver este espetáculo com crianças na platéia, pois na sessão em que eu estava só havia um menino. E, pude perceber, as reações dele apareciam em momentos bastante distintos que as nossas, adultos! Aliás, este o grande senão da sessão de sábado. Uma grande pena que tão pouco público tenha comparecido à um espetáculo tão doce, singelo, sutil e que tem muito respeito pela criança. Bem diferente de certas produções que costumam lotar o CIC e o TAC com suas ínfimas preocupações sobre o teor de sua montagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/mquintana_beira_rio.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/mquintana_beira_rio.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um longo e tranquilo sono à Mario Quintana!!! Que seus poemas continuem nos embalando na correria do dia-a-dia e no cinza de nossas grandes cidades.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116157152937890311?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116157152937890311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116157152937890311&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116157152937890311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116157152937890311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/lili-e-o-sonho-da-poesia.html' title='Lili e o sonho da poesia!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116156595467436298</id><published>2006-10-22T22:06:00.000-03:00</published><updated>2007-01-29T00:00:23.363-02:00</updated><title type='text'>Na Folia da Arte Contemporânea...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/Ricardo%20Aleixo.3.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/Ricardo%20Aleixo.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;......O &lt;strong&gt;SESC Santa Catarina&lt;/strong&gt; têm se mostrado um incansável na batalha pela cultura! Todas as suas ações fogem (ou pelo menos tentam fugir) do óbvio no fomento à formação de platéia e da ampliação do vocabulário dos artistas e público em geral. Nos dias 17, 18 e 19 deste mês foi a vez do &lt;strong&gt;Folia das Falas - Encontro de Poetas e Poesia&lt;/strong&gt;. Várias ações ocorreram nestes três dias dedicados às palavras: Oficinas, Palestras, Lançamentos de Livros e (aqui entro eu, com minhas opiniões) Apresentações de Performances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Território movediço esse da arte "contemporânea"!!!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Território movediço esse da "performance"!!!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo aqui entrar na discussão sobre os conceitos e as diferenças entre "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teatro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Performance&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Multimídia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Intermídia&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;"; "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;mediação&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;&lt;em&gt;novos suportes para a cena&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;" (até porque não tenho conhecimento suficiente, meu humilde conhecimento acadêmico na área termina em Renato Cohen, ícone bastante óbvio deste linha de trabalho!). Mas ( e sempre há um pequeno "mas"), até que ponto as experiências mostradas dentro das performances presentes no &lt;strong&gt;Folia das Falas&lt;/strong&gt; nos levantam questões sobre a arte contemporânea?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/Dennis%20Radunz.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/200/Dennis%20Radunz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em &lt;strong&gt;Radical Volátil&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dennis Radünz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Música Legal com Letra Bacana&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;de &lt;strong&gt;Os Poets&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;strong&gt;Um Ano Entre Humanos&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ricardo Aleixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; vemos três maneiras extremamente distintas de se aproximar do trabalho performático e até mesmo da palavra poética na cena. Além da busca por trabalhar a palavra além de sua possível significação, tentando dar valor às sonoridades produzidas pelo ato de falar poesia, os três momentos nos dão diferentes respostas à maneira da construção cênica. Enquanto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Radünz &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;busca construir uma cena (limpa e bela) quase teatral, parece que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Poets&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aleixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; não se importam muito com o que vai ser "visto" pelo público. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Dennis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; contrasta bastante com &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aleixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; no sentido de ter algo "constuído" para ser mostrado ao público, enquanto este parece deixar surgir sonoridades quase que ao acaso, numa espécie de happening, tendo ele próprio citado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;John Cage&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, é interessante perceber, que o melhor momento da performance de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Aleixo&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é quando ele simplesmente deixa de lado as "experimentações" (que, com o perdão da palavra, acabam construindo um aglomerado de ações sem sentido!) e investe na força de seus poemas e em sua forte presença cênica. A passagem em que ele questiona "o que é humano" faz com que a platéia rapidamente reflita sobre sua realidade. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Os Poets&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; realizam um trabalho interessante, mas que não apresenta muita novidade sobre o quem sido visto ultimamente. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Radünz&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; se debruça sobre sua palavra. O trabalho com vídeo ainda não aponta qual a direção que deseja seguir, não acrescentando nada à performance. Parece não passar de uma reiteração da imagem do poeta em cena. O mesmo acontece com a gestualidade construída. Que signos são esses utilizados na construção da cena?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez esta última pergunta nos remeta novamente sobre as questões levantadas anteriormente sobre a arte contemporânea: que querem dizer às pessoas deste tempo os nossos poetas? Que tipo de estruturas "experimentais" ou não estabelecem diálogo com o público, ou até mesmo, com os estudantes que participaram desta folia? Talvez, como nos dizia &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Grotowsky&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, esteja faltando um diretor "expectador" de profissão para tentar ajudar na conversa com essa platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E afinal:&lt;strong&gt; A Madonna é humana?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116156595467436298?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116156595467436298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116156595467436298&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116156595467436298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116156595467436298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/na-folia-da-arte-contempornea.html' title='Na Folia da Arte Contemporânea...'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116101761790529128</id><published>2006-10-16T13:48:00.000-03:00</published><updated>2006-10-17T14:25:04.673-03:00</updated><title type='text'>Un Actor en la Escena!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/bengala2.0.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/bengala2.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116101761790529128?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116101761790529128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116101761790529128&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116101761790529128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116101761790529128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/un-actor-en-la-escena.html' title='Un Actor en la Escena!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116101691215188191</id><published>2006-10-16T12:35:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T16:34:33.646-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Recentemente, esteve se apresentando no Teatro do SESC Prainha, o espetáculo teatral "&lt;strong&gt;Bengala&lt;/strong&gt;", solo do ator &lt;strong&gt;Néstor Navarria&lt;/strong&gt; que realizou pequena turnê em Santa Catarina com apoio do &lt;strong&gt;Grupo Teatro em Trâmite&lt;/strong&gt; (de Fpolis, SC). O espetáculo realizou apresentações também na cidade de Joinville e Blumenau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;strong&gt;Bengala&lt;/strong&gt;" nos conta a história de um boxeador, já não tão jovem, que tem a chance de realizar uma última luta para tentar revitalizar sua carreira. Tendo esta situação como ponto de partida, o brilhante texto assinado por &lt;strong&gt;Alfredo Megna&lt;/strong&gt; (dramaturgo já conhecido no estado por realizar algumas parcerias com grupos daqui, entre eles, a &lt;strong&gt;Cia. Carona&lt;/strong&gt; de Blumenau) discorre sobre fatos da vida deste mesmo boxeador, de seu relacionamento com sua esposa que acaba de abandoná-lo, das relações com o médico da federação de boxe, do programador das lutas, da moça que passa com as placas dos rounds... ou seja, de toda uma complexidade de situações que formam aquilo que chamamos "realidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco nú, &lt;strong&gt;Néstor&lt;/strong&gt; é o responsável por nos fazer acreditar em toda essa complexidade! Um figurino simples (um traje de boxeador tradicional, com as botas, luvas, etc.), uma toalha, um banquinho e uma garrafa de água são todos os elementos que o ator tem para nos convencer (e ele consegue!) que uma luta está ocorrendo alí. Uma luta de boxe? Ou uma luta de um indivíduo com o tempo? Um indivíduo que se nega a ser despejado da cadeia produtiva da sociedade; que se nega a abandonar seus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que interessante pode ser essa possibilidade de trabalhar sem nenhum elemento extra que não seja o trabalho do ator... mas, ao mesmo tempo, fico me perguntando que potência não poderia assumir este trabalho se os diretores &lt;strong&gt;Leonardo Odierna&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Armando Saire&lt;/strong&gt; oferecessem ao espectadores um pouco mais do clima da luta ou, quem sabe, elementos que ajudassem o ator a não ter que arcar com todo o trabalho sozinho. Talvez alguns elementos resolvessem pequenas quedas do ritmo do espetáculo. Ou talvez, ainda, uma sonoplastia um pouco mais elaborada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, talvez, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro ponto que merece registro é a opção quase que melodramática da encenação... ou será que isso tem mais a ver com a "alma" tangueira dos argentinos? Sim, pois é bastante comum em obras latino-americanas um certo discurso de "vítimas" da situação. Não é a toa que Néstor (e o espetáculo) se sai muito melhor nos momentos mais cômicos e irônicos. Sim, pois o humor destes argentinos não é nem um pouco apelativo, como se costuma ver em muitas produções no Brasil. É um humor que aprofunda a dor na alma das personagens e, em conseguência, em nós mesmos... espelhos de algo que "poderia se tornar..." e não é! De alguém que "esteve à ponto de..." e não foi. De uma "iluminação" que talvez só nos chegue no dia de nossa morte. Mas, se for para morrer dessa maneira, morrerei feliz, entendendo um pouco mais da vida e de mim mesmo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116101691215188191?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116101691215188191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116101691215188191&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116101691215188191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116101691215188191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/recentemente-esteve-se-apresentando-no.html' title=''/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116086351521075107</id><published>2006-10-14T19:01:00.000-03:00</published><updated>2006-10-16T09:19:26.976-03:00</updated><title type='text'>Uma enxurrada de metáforas!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/persona........jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/persona........jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Re-estreou na cidade, no Teatro da Ubro, cumprindo temporada até o final de outubro, o espetáculo “&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;” da &lt;strong&gt;Persona Cia. de Teatro&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Premiado em vários festivais de Teatro do país, foi o primeiro trabalho da Cia, em busca de sua profissionalização. Não há possibilidade de pensar sobre este espetáculo ignorando a trajetória dos “personas”, ou seja, sem deixar de levar em conta os espetáculos que o sucederam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;” é um espetáculo que trata das fragilidades humanas. De inspiração claramente Kafkiana, explora uma pesquisa sobre o expressionismo, tratando de personagens freaks, esquisitos, deformados, estranhos... ou seja... um mundo mais ou menos parecido com o nosso, só que colocado sob uma lente de aumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o tratamento visual do espetáculo é impecável. Iluminação (de &lt;strong&gt;Jefferson Bittencourt&lt;/strong&gt;), cenário (de &lt;strong&gt;Roberto Gorgati&lt;/strong&gt;, criado a partir dos mínimos recursos, deixando somente o estritamente necessário na cena) e figurinos (de &lt;strong&gt;Gláucia Grígolo&lt;/strong&gt;) estão completamente de acordo com a proposta do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha da sonoplastia (de &lt;strong&gt;Jefferson Bittencourt&lt;/strong&gt;, novamente) é belíssima, só cabendo aí uma pequena pergunta: Não há um descompasso entre a altura da trilha em comparação com a voz dos atores? (Pelo menos parecia haver no primeiro final de semana, quando assisti ao espetáculo.) E talvez nesta questão esteja uma das fragilidades do espetáculo. A qualidade de emissão vocal do elenco é desigual, o que nos faz perder em alguns momentos parte do texto que está sendo dito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica claro que o elenco (&lt;strong&gt;Melissa Pretto, Gláucia Grígolo, Igor Lima e Malcon Jean Bauer&lt;/strong&gt;) está afinado com a proposta da encenação, mas isso naum significa que consigam dar "carne" à "enxurrada de metáforas" proposta por &lt;strong&gt;Rogério Christofoletti&lt;/strong&gt;. O texto parece carecer de maior complexidade para os personagens. Nesse sentido se saem melhor &lt;strong&gt;Gláucia&lt;/strong&gt; (com uma competente contenção) e &lt;strong&gt;Malcon&lt;/strong&gt; (que tem nas quebras irônicas de seu personagem uma grande oportunidade para demostrar maior versatilidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entra aqui a colocação acima sobre não poder ignorar as montagens que sucederam "&lt;strong&gt;F&lt;/strong&gt;" realizadas pelos "personas". Após ter assistido "&lt;strong&gt;Nem mesmo a chuva tem mãos tão pequenas&lt;/strong&gt;" percebe-se claramente que o grupo consegue ser mais contundente quando tem um material dramatúrgico mais sólido nas mãos. Mas isso, talvez, já seja motivo para um outro texto que poderá ser postado aqui neste Blog, assim que reassistir o espetáculo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116086351521075107?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116086351521075107/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116086351521075107&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116086351521075107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116086351521075107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/uma-enxurrada-de-metforas.html' title='Uma enxurrada de metáforas!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116024995477760338</id><published>2006-10-07T16:37:00.000-03:00</published><updated>2006-10-09T12:05:26.210-03:00</updated><title type='text'>Um Jardim Cheio de Boas Intenções!</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/jardim2.3.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/320/jardim2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116024995477760338?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116024995477760338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116024995477760338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116024995477760338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116024995477760338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/um-jardim-cheio-de-boas-intenes_07.html' title='Um Jardim Cheio de Boas Intenções!'/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-35660305.post-116024971467657732</id><published>2006-10-07T16:33:00.000-03:00</published><updated>2006-10-15T00:23:13.006-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;        Está em cartaz, na Casa do Teatro Armação, o espetáculo "&lt;strong&gt;Jardim das Delícias&lt;/strong&gt;", de &lt;strong&gt;Sulanger Bavaresco&lt;/strong&gt;, pelos Grupos de &lt;strong&gt;Teatro Armação &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;O Dromedário Loquaz &lt;/strong&gt;dentro do projeto Ato Contínuo na Casa do Teatro. O espetáculo (segundo o programa) é a soma dos esforços e talentos de ambos os grupos na encenação de um drama e uma comédia, permanecendo em cartaz até o final de novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        Em "Jardim das Delícias" (ainda não pude ver o outro trabalho) nós temos a história de uma família que, após ter ganho uma casa nas mesas de jogo, muda-se para o seu, não tão sólido, novo imóvel. Lá chegando começa a repetir inconscientemente alguns dos procedimentos dos antigos moradores. Falar um pouco mais da história pode estragar as surpresas de novos espectadores, embora a trama não escape de alguns clichês de filmes como "Os Outros" e "O Sexto Sentido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, a dramaturgia, a encenação e a cenografia são os grandes trunfos da montagem. &lt;strong&gt;Sulanger Bavaresco &lt;/strong&gt;demonstra saber o caminho que está traçando neste três ítens e segue com um processo muito interessante que já se delineava desde "&lt;strong&gt;Agnus Dei&lt;/strong&gt;" e se fortalecia em "&lt;strong&gt;Quinnipak - Mundos de Vidro&lt;/strong&gt;". Sua utilização da fachada de fundo da Casa do Teatro e do Círculo Ítalo Brasileiro é primorosa e impressiona desde o primeiro momento, assim como a iluminação criada em conjunto com &lt;strong&gt;Irani Apolinário&lt;/strong&gt;. A encenação cria belas imagens, que complementam as idéias originais do texto e nos proporcionam belos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há ítens em que, infelizmente, boas intenções não são suficientes para segurar um espetáculo de aproximadamente 01 hora e 10 minutos. A trilha sonora de &lt;strong&gt;Ian Ferreira Alves&lt;/strong&gt;(embora bonita, como música) não propõe dinâmica para o espetáculo; ao contrário, parece contribuir para dar ao mesmo um tom arrastado e pretensamente "profundo". A direção dos atores e o conjunto de atuações (&lt;strong&gt;Diana Adada Padilha, Egon Seidler, Máricia Krieger, Regina Prates e Sérgio Bellozupko&lt;/strong&gt;)resulta frágil, apoiada sobre clichês de "dramaticidade" e forçada. Em alguns momentos nos soam um pouco melodramáticas, embora esta não pareça ser a intenção da direção. Cabe ressaltar o primeiro monólogo de &lt;strong&gt;Diana Adada Padilha&lt;/strong&gt; (como Luiza) que, sem buscar nenhum artifício caricatural, emociona e conquista a platéia. Pena que o recurso de seus monólogos vão diluindo sua interpretação, desgastando uma imagem tão bem construída à priori. Na maioria do tempo os atores parecem estar flutuando em algum limbo "interpretativo", com pausas que resultam vazias e gestos e marcações que nascem de um desenho alheio à vontade das personagens. Talvez a preparação corporal possa ajudá-los a encontrar um tônus mais apropriado para a cena, quebrando com algumas tensões extremamente visíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público parece estar respondendo bem à montagem, comparecendo e se comportando adequadamente. Os ruídos que o espaço alternativo nos trouxeram (carros e uma música ao vivo insuportável que durou durante quase todo o período do espetáculo) acabam por nos ditanciar um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer forma, a montagem reflete uma vontade dos grupos de realizar um tabalho de qualidade, não se rendendo à comédia imbecilizante, nem aos clichês televisivos vigentes. Apoia-se sobre uma busca extremamente saudável da diretora, apoiada com muito boas intenções por todo o grupo! O que, por sí só, já é um mérito! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/35660305-116024971467657732?l=momento-critico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://momento-critico.blogspot.com/feeds/116024971467657732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=35660305&amp;postID=116024971467657732&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116024971467657732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/35660305/posts/default/116024971467657732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://momento-critico.blogspot.com/2006/10/est-em-cartaz-na-casa-do-teatro-armao.html' title=''/><author><name>Sara Kane</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08998093582012889394</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='27' height='32' src='http://photos1.blogger.com/blogger/1307/3972/1600/kane_s.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
